Ataques aéreos israelenses no sul do Líbano deixam 15 mortos em 19 de fevereiro de 2026
A escalada dos ataques aéreos israelenses no sul do Líbano intensifica as tensões regionais e desafia o recente acordo de paz entre Estados Unidos e Irã
Na sexta-feira, 19 de fevereiro de 2026, pelo menos 15 pessoas perderam a vida em ataques aéreos israelenses no sul do Líbano, conforme informações divulgadas pela agência estatal NNA. A ofensiva, que ocorreu durante a noite, teve como foco alvos associados ao Hezbollah em diversas localidades da região.
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Moradores e veículos de comunicação locais relataram que os bombardeios israelenses atingiram várias cidades no distrito de Nabatieh, caracterizando uma das operações mais intensas registradas nas últimas semanas.
Motivos dos Ataques e Reação Israelense
O exército de Israel declarou que as ações visavam militantes e infraestrutura do Hezbollah em múltiplos pontos no sul libanês, como resposta às reiteradas violações do cessar-fogo por parte do grupo apoiado pelo Irã. Essa escalada militar acontece após a publicação de um mapa por Israel, que delineou uma zona de controle militar expandida na região sul do Líbano.
O país também deixou claro que não hesitará em realizar ataques fora dessa área, o que levanta questões sobre o recente acordo temporário de paz assinado entre Estados Unidos e Irã na quarta-feira anterior.
O referido acordo tem como objetivo encerrar os combates em diversas frentes, incluindo o Líbano, além de garantir a integridade territorial e a soberania libanesa. Um alto funcionário israelense mencionou que o país se encontra em “negociações difíceis” com o governo norte-americano sobre a manutenção de tropas a cerca de 10 quilômetros dentro do território libanês, enquanto continua sua operação contra o Hezbollah.
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Apesar das pressões para retirar suas forças da região, Israel mantém sua posição diante dos ataques constantes do Hezbollah.
Tensões Entre EUA e Israel
No dia anterior aos ataques, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, fez declarações contundentes ao afirmar que Donald Trump é o único aliado de Israel. Vance criticou as tensões recentes relacionadas à ajuda militar americana ao país e defendeu um novo esforço para finalizar a guerra com o Irã.
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O vice-presidente também apontou que muitos nos Estados Unidos e em Israel consideram o acordo atual ineficaz para conter o programa nuclear iraniano e os mísseis balísticos.
Trump, por sua vez, expressou críticas ao governo israelense, aumentando ainda mais as tensões entre os dois aliados. Durante uma coletiva de imprensa na Casa Branca, Vance comentou sobre rumores de descontentamento por parte do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em relação ao acordo, enfatizando que criticar Trump seria um erro estratégico para qualquer membro do gabinete israelense.
O vice-presidente destacou que dois terços das armas defensivas utilizadas por Israel foram produzidas nos EUA e financiadas pelos contribuintes americanos. Anualmente, os Estados Unidos oferecem cerca de US$ 4 bilhões em assistência militar a Israel e atualmente estão discutindo um novo pacto de ajuda.
No entanto, autoridades israelenses anônimas manifestaram preocupações sobre os termos do novo acordo com os EUA, considerando-os prejudiciais para Israel por não abordarem adequadamente as questões relacionadas ao programa nuclear iraniano. Em suas primeiras declarações após o acordo, Netanyahu afirmou que Israel valoriza suas relações com os Estados Unidos, mas reafirmou a necessidade de manter uma presença militar no sul do Líbano para proteger seus cidadãos próximos à fronteira.