Ataques aéreos intensos atingem a embaixada dos EUA em Bagdá, gerando explosões e tensão crescente no Oriente Médio. Descubra todos os detalhes!
Na noite desta segunda-feira (16), madrugada de terça-feira (17), uma série de ataques com drones e foguetes atingiu a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, conforme relataram fontes de segurança iraquianas. Este foi considerado o ataque mais intenso desde o início das hostilidades, com a utilização de pelo menos cinco drones.
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Uma explosão significativa foi ouvida na capital iraquiana, de acordo com uma testemunha da Reuters.
Imagens geolocalizadas pela CNN parecem mostrar sistemas de defesa aérea interceptando um projétil sobre Bagdá, a aproximadamente 600 metros do complexo da embaixada americana. Em um dos vídeos, é possível observar rastros de disparos antiaéreos compatíveis com os sistemas C-RAM (Counter Rocket, Artillery, and Mortar) dos EUA.
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Após isso, uma explosão no céu sugere a interceptação de um projétil, enquanto uma pessoa no solo alerta: “Cuidado, meu irmão, com os estilhaços”. Outro vídeo, gravado a menos de 800 metros do complexo, mostra sistemas de defesa aérea ativos sobre a cidade.
A embaixada já havia sido alvo de ataques anteriormente. No sábado (14), um oficial de segurança informou à CNN que vídeos mostraram fumaça e chamas saindo de um prédio nas proximidades do complexo. Na noite desta segunda-feira, o porta-voz do Comandante-em-Chefe das Forças Armadas do Iraque declarou que “ataques injustificados” foram “repetidos contra diversas instalações vitais, bases e missões diplomáticas”.
Entre os alvos mencionados estão a sede da embaixada dos EUA, o campo petrolífero de Majnoon e o Hotel Internacional Al-Rasheed, conforme comunicado divulgado pelo Gabinete do Primeiro-Ministro iraquiano.
O contexto do conflito no Oriente Médio é tenso, com os Estados Unidos e Israel em guerra com o Irã desde 28 de fevereiro, após um ataque coordenado em Teerã que resultou na morte de diversas autoridades do regime iraniano. Os EUA alegam ter atacado sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em resposta, o regime iraniano lançou ataques em países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e Israel nessas nações.
Desde o início da guerra, mais de 1.200 civis perderam a vida no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, também tem atuado em retaliação à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes na região.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um novo líder supremo foi eleito no Irã. Especialistas apontam que essa escolha representa uma continuidade da linha dura do regime. Donald Trump expressou descontentamento com essa decisão, afirmando que deveria estar envolvido no processo e considerando a escolha de Mojtaba como “inaceitável” para a liderança iraniana.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.