Ataques aéreos de Israel na Faixa de Gaza matam pelo menos nove pessoas, incluindo uma criança
Aumento da violência na Faixa de Gaza gera preocupações sobre a escalada do conflito, com mais de 73 mil palestinos mortos desde outubro de 2023
No último sábado, 20 de janeiro de 2026, ataques aéreos e tiroteios realizados por Israel resultaram na morte de pelo menos nove pessoas, incluindo uma criança, na Faixa de Gaza, conforme relataram autoridades locais de saúde. O conflito continua a se intensificar em meio a um cenário já crítico na região.
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Detalhes dos Ataques na Faixa de Gaza
Entre os mortos estão quatro palestinos, entre eles duas mulheres e uma criança, que faleceram em um ataque a um edifício residencial localizado no bairro de Sabra, na Cidade de Gaza. Os médicos informaram que o ataque destruiu o apartamento e deixou várias outras pessoas feridas.
As Forças Armadas de Israel afirmaram ter atingido um militante durante essa ofensiva, mas não forneceram detalhes adicionais sobre o incidente.
Além disso, uma mulher foi morta a tiros pelas forças israelenses na cidade de Beit Lahiya, ao norte da Faixa de Gaza. Outro ataque em Khan Younis, na parte sul do enclave, resultou na morte de pelo menos uma pessoa e deixou oito feridos. À tarde, um bombardeio aéreo israelense no campo de refugiados de Bureij causou a morte de três indivíduos, incluindo um fotógrafo local.
Contexto do Conflito e Repercussões
A situação se agrava em meio ao impasse entre Israel e Hamas sobre os próximos passos em relação ao controle da Faixa de Gaza. Um cessar-fogo estabelecido anteriormente interrompeu as hostilidades, mas não conseguiu pôr fim aos ataques israelenses.
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O Ministério da Saúde da região relatou que desde o início do conflito em outubro de 2023, mais de 73 mil palestinos foram mortos.
Durante o mesmo período, o Hamas reivindicou a morte de quatro soldados israelenses em confrontos no território. A justificativa das Forças Armadas israelenses para os ataques é a prevenção de ameaças iminentes por parte do Hamas e outros grupos militantes.
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No entanto, o grupo palestino frequentemente não divulga informações sobre a perda de seus combatentes.
As negociações mediadas por Egito, Catar e Turquia ainda não resultaram em um acordo sobre a implementação da segunda fase do plano elaborado por Donald Trump para Gaza. Este plano exige que o Hamas desarme e se retire do poder na região. Um representante do Hamas confirmou que uma versão revisada deste roteiro está sendo analisada pelas facções palestinas.
A pressão internacional aumenta à medida que as partes tentam encontrar uma resolução para este longo conflito. Israel enfatiza que qualquer avanço requer que o Hamas abdique do poder e desarme suas forças. Por sua vez, o Hamas condiciona seu desarmamento à criação de um processo político voltado para a formação de um Estado palestino.