Ataques chocantes a escolas no Irã! Duas instituições sofrem danos graves em Parand. Sem mortos, mas a situação é alarmante. O que está por trás?
Ataques a duas escolas na cidade iraniana de Parand, localizada a sudoeste de Teerã, foram reportados nesta quinta-feira (5) pela agência de notícias iraniana Fars. As instituições, uma escola secundária e outra primária, apresentavam danos significativos, com janelas quebradas e estruturas severamente comprometidas.
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Felizmente, não houve registro de vítimas fatais no local.
Este incidente ocorre em um contexto de crescente tensão, considerando que apenas seis dias antes, uma escola feminina em Minab, no sul do Irã, foi alvo de um ataque que resultou na morte de 165 pessoas, incluindo crianças e meninas entre 7 e 12 anos.
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O ataque, ocorrido no sábado (28), é considerado o mais letal envolvendo civis até o momento.
A Convenção de Genebra de 1949 e o Direito Internacional Humanitário estabelecem que ataques a escolas e áreas residenciais são proibidos em conflitos armados. Essa ação é considerada uma grave violação dos direitos humanos e pode configurar crime de guerra.
A agência Fars também reportou que os ataques causaram danos a residências próximas às instituições.
Dados da Sociedade do Crescente Vermelho indicam que, desde o início do conflito, 3.643 locais civis foram atingidos, incluindo residências, centros comerciais, instalações médicas e unidades da entidade. A situação demonstra a escalada da violência e o impacto sobre a população civil.
Após as repercussões do ataque em Minab, o governo dos Estados Unidos declarou desconhecer o ataque à escola de Parand, alegando falta de informação. Fontes israelenses afirmaram que o local era parte de uma base da Guarda Revolucionária Islâmica.
Janina Dill, especialista em leis da guerra da Universidade de Oxford, ressaltou a obrigação dos atacantes de verificar o status dos alvos, enfatizando que a falha nesse procedimento pode configurar uma violação do direito internacional.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos, através da secretária Karoline Leavitt, declarou que está investigando o caso, enquanto o secretário de Defesa Pete Hegseth confirmou as informações. O porta-voz militar israelense Nadav Shoshani negou a participação de Israel no ataque, afirmando que não havia registros de operações na área.
Amjad Iraqi, analista sênior do International Crisis Group, avaliou que os ataques no Irã representam uma continuação das ações de Israel nos últimos dois anos e meio, em resposta aos eventos em Gaza. A situação complexa exige uma análise cuidadosa e o respeito às normas internacionais de proteção de civis em zonas de conflito.
A investigação sobre os ataques a escolas no Irã continua em andamento, com o objetivo de determinar as responsabilidades e garantir que tais incidentes não se repitam.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.