Na manhã desta segunda-feira, 5 de janeiro de 2026, as cotações futuras do petróleo registraram movimentos distintos. O barril do petróleo tipo Brent, com vencimento em março de 2026, apresentou um aumento de 0,76% às 10h25, atingindo os US$ 61,21.
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Apesar de uma mínima diária de US$ 59,67, que representou uma queda de 1,76%, o mercado internacional reagiu positivamente à notícia do ataque dos Estados Unidos à Venezuela.
Desempenho do Petróleo WTI
Paralelamente, o petróleo tipo WTI, com vencimento em fevereiro de 2026, também exibiu uma alta de 0,92% no mesmo horário, alcançando os US$ 57,85. A mínima do dia foi de US$ 56,32, com uma variação negativa de 1,74%. As flutuações refletem a incerteza geopolítica no mercado energético.
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Contexto Político e Econômico
O ataque dos Estados Unidos à Venezuela, realizado no sábado (3 de janeiro), que resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e sua esposa Cilia Flores, foi um fator determinante. O presidente dos Estados Unidos, um republicano, expressou a intenção de que empresas norte-americanas explorassem o petróleo venezuelano, argumentando que o “regime socialista” havia “roubado” a indústria de petróleo dos EUA “com violência”.
Ele declarou que, se o governo venezuelano não atendesse às exigências dos EUA, enfrentaria “um preço muito alto”.
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Acusações e Investigações
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos formalmente acusou Nicolás Maduro de corromper autoridades venezuelanas e de facilitar a exportação e distribuição de cocaína no território norte-americano. A acusação detalha como o governo venezuelano teria transformado o Estado em uma estrutura de apoio ao narcotráfico, corrompendo instituições e permitindo o tráfico internacional de cocaína.
A investigação também apontou o uso de um avião Falcon 900 da PDVSA (Petróleos da Venezuela S.A.) para transportar drogas.
Acusações Adicionais e Cooperação
Os Estados Unidos acusam o regime de Maduro de conspirar com organizações terroristas, como Farc, ELN, Sinaloa Cartel, Zetas/CDN e Tren de Aragua. Além disso, o governo é acusado de fornecer armas com conhecimento e autorização de oficiais do país, permitindo que militares e agentes de segurança escoltas carregamentos de cocaína e permitissem voos clandestinos.
A Venezuela também é acusada de vender passaportes diplomáticos e utilizar embaixadas para facilitar a lavagem de dinheiro e o transporte de recursos do narcotráfico. O governo venezuelano, através do MSV, em um comunicado, convidou os EUA a colaborar em uma agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional.
