Ataque a reservatório de água no Irã gera polêmica sobre origem de munições usadas

O ataque ao reservatório de água no Irã levanta questões sobre a origem das munições usadas. O que as autoridades e especialistas têm a dizer sobre isso?

10/06/2026 23:11

3 min

Ataque a reservatório de água no Irã gera polêmica sobre origem de munições usadas
(Imagem de reprodução da internet).

Ataque a Reservatório de Água no Irã

A agência de notícias semi-oficial do Irã divulgou imagens de um reservatório de água potável que, segundo autoridades, foi destruído por um ataque com míssil. As fotos também mostram fragmentos de munição que especialistas afirmaram à CNN parecerem ser de uma bomba fabricada nos Estados Unidos.

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A CNN não conseguiu verificar de forma independente se as munições apresentadas nas imagens da agência Mehr foram realmente encontradas no local do ataque.

As imagens do tanque de água danificado foram inicialmente geolocalizadas no sul do Irã por um pesquisador independente, que utiliza o nome acceladealer na plataforma X, e posteriormente confirmadas pela CNN. As fotos, publicadas pela Mehr, mostram componentes de uma bomba da série GBU-39, uma munição guiada de precisão produzida nos EUA, conforme especialistas em armamentos, como Trevor Ball, ex-membro da equipe de desativação de explosivos do Exército dos EUA, e N.R.

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Jenzen-Jones, diretor da Armament Research Services.

Contexto do Ataque

As imagens divulgadas pela agência de notícias iraniana Mehr em 10 de junho de 2026, mostram os supostos restos de uma munição que atingiu o reservatório de água no sul do Irã. Especialistas identificaram a munição como uma GBU-39, que também está presente nos arsenais de Israel e de alguns países do Golfo.

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Ball destacou que os danos ao reservatório são compatíveis com os causados por esse tipo de bomba.

Na terça-feira, os Estados Unidos realizaram ataques contra o Irã em resposta à derrubada de um helicóptero americano. Contudo, não está claro se o reservatório de água foi atingido durante esses ataques. O capitão Timothy Hawkins, porta-voz do Comando Central dos EUA, afirmou que o comando está ciente dos relatos e está investigando a situação, mas não forneceu mais informações sobre a instalação de água.

Impacto e Reações

O telhado do reservatório de água potável foi severamente danificado, conforme mostrado nas imagens. As instalações de água são protegidas pela Convenção de Genebra. Em março, o presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou a possibilidade de atacar plantas de dessalinização de água do Irã, o que gerou preocupação entre aliados americanos na região.

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Após os ataques, a agência Mehr citou Abdul Hamid Hamzehpour, diretor-executivo da Companhia de Água e Esgoto de Hormozgan, que afirmou que dois reservatórios de concreto com capacidade total de 2.500 metros cúbicos no distrito de Bamani foram atingidos por mísseis e completamente desativados.

Segundo a agência Tasnim, associada ao Corpo da Guarda Revolucionária, os reservatórios atendiam cerca de 20 mil iranianos.

As fotos publicadas pela Mehr mostram apenas o menor dos dois tanques, que teve o teto colapsado e está cercado por destroços. Grandes tubulações conectadas ao tanque indicam que ele poderia armazenar cerca de meio milhão de litros de água, conforme medições feitas a partir de imagens de satélite.

Se o tanque de água foi destruído em resposta à queda do helicóptero, Ball comentou que a localização torna improvável um erro no sistema de orientação da arma. “É possível que tenha havido um erro ao mirar especificamente este edifício, mas um erro da munição é muito improvável”, afirmou Ball à CNN. “A munição atingiu com precisão este edifício, que fica em uma área bastante remota.”

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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