Aston Martin adota estratégia cautelosa no GP da Austrália para proteger Fernando Alonso e Lance Stroll de danos neurológicos permanentes. Entenda!
A Aston Martin adotará uma abordagem cautelosa na abertura da temporada, durante o Grande Prêmio da Austrália. A equipe limitará o número de voltas que seus pilotos poderão completar para evitar danos neurológicos permanentes, conforme revelou o chefe da equipe, Adrian Newey, nesta quinta-feira (5).
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De acordo com Newey, as vibrações provenientes da unidade de potência fornecida pela Honda estão sendo transmitidas para o chassi, causando sobrecarga nas mãos e dedos de Fernando Alonso e Lance Stroll. O problema vai além da mecânica, afetando a saúde dos pilotos.
Newey destacou que as vibrações têm gerado falhas de confiabilidade, como a quebra de espelhos e lanternas traseiras. No entanto, a preocupação médica é o aspecto mais crítico. Fernando Alonso mencionou que não pode ultrapassar 25 voltas consecutivas sem o risco de lesões nervosas permanentes, enquanto Lance Stroll estabeleceu um limite ainda menor, de apenas 15 voltas.
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Alonso, que já enfrentou desafios com motores Honda em sua segunda passagem pela equipe, descreveu a experiência de pilotar o novo carro. “Com essa frequência de vibração, após 20 ou 25 minutos, você começa a sentir dormência nas mãos, nos pés ou em qualquer outra parte”, relatou o bicampeão.
Stroll, por sua vez, adotou uma perspectiva mais filosófica, embora tenha admitido que o carro parece “desmoronar” devido aos tremores. “É a vida. Em algumas temporadas, o carro é um sonho; em outras, um pesadelo.”
Embora a equipe tenha conseguido proteger parcialmente a bateria, um componente crítico para o desempenho, a transmissão de vibrações para o chassi ainda não tem solução. Koji Watanabe, presidente da Honda HRC, confirmou que a fornecedora está em busca de correções, mas não apresentou um cronograma para uma solução definitiva. “É difícil dizer quando e como”, declarou.
A situação da Aston Martin não passou despercebida no paddock. Durante a coletiva de imprensa, o piloto Valtteri Bottas fez uma ironia sobre os problemas da equipe ao ser questionado sobre seus favoritos ao título. “Se eu tiver que dar um palpite agora, diria Lance Stroll e Fernando Alonso”, brincou Bottas.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.