Asteroide 1997 NC1 passará próximo à Terra neste sábado, dia 27, sem risco de colisão

A aproximação do asteroide 1997 NC1 oferece uma oportunidade única de observação, especialmente para quem possui telescópios ou binóculos potentes.

Ilustração de asteroide próximo à Terra.

Um asteroide descoberto em 1997 passarápróximo à Terra neste sábado, dia 27. O objeto, denominado ( 1997 NC 1, possui 440 metros de diâmetro e estará a cerca de 2.565.838 km do nosso planeta. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), essa aproximação não representa qualquer risco.

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O asteroide foi identificado em julho de 1997 e poderá ser observado com o uso de pequenos telescópios ou binóculos potentes. Apesar da proximidade, a ESA garante que não há motivos para preocupação quanto a uma possível colisão com a Terra. Juan Luis Cano, do Escritório de Defesa Planetária da agência, explica que eventos desse tipo são raros, ocorrendo apenas a cada poucos anos.

No entanto, ele ressalta que a luminosidade da Lua pode dificultar a observação do asteroide durante sua máxima aproximação.

Detalhes da aproximação e observação

O momento exato em que o asteroide estará mais próximo da Terra ocorrerá às 8h 14 (horário de Brasília) e às 11h 15 no horário europeu. Embora não seja visível a olho nu, quem estiver equipado com um telescópio pequeno ou binóculos grandes poderá fazer a observação, desde que esteja em uma área com baixa poluição luminosa, longe das luzes urbanas.

A ESA destaca que os moradores do Hemisfério Norte terão as melhores condições para visualizar o asteroide durante sua aproximação. Já no Hemisfério Sul, as chances serão maiores assim que o corpo celeste começar a se afastar do nosso planeta.

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Para acompanhar essa passagem, é possível acessar imagens oferecidas pelo The Virtual Telescope Project.

O que são asteroides?

Os asteroides são objetos predominantemente pequenos e rochosos ou metálicos localizados no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. Eles são definidos como corpos celestes com diâmetro superior a um metro. Quando menores do que isso, são classificados como meteoroides e se tornam meteoros ao entrar na atmosfera terrestre.

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Aqueles com massa suficiente para formar uma estrutura esférica devido à gravidade são conhecidos como planetas – anões; Plutão é um exemplo dessa categoria. Os asteroides contêm materiais primitivos dos quais os planetas do Sistema Solar foram formados, permanecendo quase inalterados ao longo dos anos devido à ausência dos processos geológicos que moldam as rochas terrestres.

A importância dos asteroides potencialmente perigosos

A compreensão dos asteroides e cometas é crucial por conta da sua proximidade com a Terra. Os chamados NEOs (Near – Earth Objects) variam entre 3 metros e 40 quilômetros de diâmetro e são monitorados constantemente pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA.

Devido às suas órbitas elípticas, esses objetos podem se afastar até 195 milhões de quilômetros do Sol e depois se aproximar perigosamente do nosso planeta.

Ainda que as chances de uma grande colisão sejam consideradas baixas, o potencial destrutivo desses corpos celestes justifica a vigilância constante por parte das agências espaciais.