Asteroide (152637) 1997 NC1 passará próximo à Terra em 27 de maio de 2026, sem risco de colisão
A passagem do asteroide (152637) 1997 NC1 permitirá observações astronômicas e destaca a importância do monitoramento de objetos próximos à Terra
No próximo sábado, 27 de maio de 2026, um asteroide passará próximo à Terra, conforme informações da Agência Espacial Europeia (ESA). O objeto, denominado (152637) 1997 NC1, foi descoberto em julho de 1997 e poderá ser observado com telescópios de pequeno porte ou binóculos.
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A ESA garantiu que não há risco de colisão com o planeta.
Detalhes sobre a aproximação do asteroide
A aproximação do asteroide está prevista para ocorrer às 8h14, no horário de Brasília. Neste momento, ele estará a uma distância equivalente a 6,66 vezes a distância entre a Terra e a Lua, ou seja, mais de 2,5 milhões de quilômetros. Juan Luis Cano, membro do Escritório de Defesa Planetária da ESA, ressaltou que embora objetos desse tamanho se aproximem da Terra ocasionalmente, a presença da Lua poderá dificultar a visualização do asteroide no momento em que estiver mais próximo.
O tamanho do asteroide varia entre 750 e 1650 metros, segundo estimativas baseadas na sua capacidade de refletir luz solar, que varia entre 5% e 25%. Entretanto, algumas fontes sugerem que essa taxa pode chegar a até 60%, indicando que o corpo rochoso pode ser menor do que o inicialmente estimado.
O que são asteroides?
Os asteroides são objetos rochosos ou metálicos localizados principalmente no cinturão de asteroides entre as órbitas de Marte e Júpiter. Embora muitos permaneçam nesse cinturão, alguns deles podem se aproximar da órbita terrestre. Os menores desses corpos celestes são chamados meteoroides e se transformam em meteoros ao entrarem na atmosfera da Terra.
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Já os asteroides suficientemente grandes para serem moldados pela gravidade em formas esféricas são classificados como planetas-anões, como é o caso de Plutão.
Esses corpos celestes contêm materiais primitivos que contribuíram para a formação dos planetas do Sistema Solar. Diferentemente das rochas terrestres, que foram moldadas por processos geológicos e erosão ao longo das eras, os asteroides permaneceram praticamente inalterados desde sua formação.
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A importância do monitoramento dos asteroides
A vigilância contínua dos asteroides é crucial devido à proximidade de alguns deles com a Terra. Os chamados Objetos Próximos à Terra (NEOs) incluem asteroides com diâmetros variando entre 3 metros e 40 quilômetros e são monitorados pelo Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra da NASA.
As órbitas desses objetos podem ser elípticas ou alongadas, fazendo com que se afastem até 195 milhões de quilômetros do Sol.
Ainda que as chances de uma grande colisão com nosso planeta sejam consideradas baixas, o potencial destrutivo desses objetos exige um acompanhamento constante para garantir a segurança da Terra e seus habitantes.