Após 40 anos, a captura do assassino de Sarah Geer, de 13 anos, na Califórnia, surpreende! O DNA de um cigarro descartado leva à prisão de James Unick
Mais de 40 anos após o assassinato de uma jovem na Califórnia, o DNA encontrado em um cigarro descartado levou as autoridades a prender o responsável. Sarah Geer, de apenas 13 anos, foi vista pela última vez saindo da casa de uma amiga em Cloverdale, na noite de 23 de maio de 1982.
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Na manhã seguinte, um bombeiro encontrou seu corpo, conforme comunicado do Escritório do Promotor do Condado de Sonoma.
Sarah foi arrastada para um beco isolado, onde foi estuprada e estrangulada. Embora sua morte tenha sido considerada homicídio, a ciência forense da época não permitiu a identificação de suspeitos, deixando o caso sem solução por décadas. Em 13 de fevereiro de 2026, um júri declarou James Unick, de 64 anos, culpado pelo crime, coincidindo com o 57º aniversário da vítima.
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Uma reviravolta no caso ocorreu em 2003, quando os investigadores conseguiram desenvolver um perfil de DNA a partir de evidências coletadas. Contudo, esse perfil não correspondia a nenhum dos dados disponíveis nas bases de dados de segurança na época, levando a uma nova interrupção da investigação.
Em 2021, o Departamento de Polícia de Cloverdale reabriu o caso, colaborando com uma empresa de investigações privada para revisar as evidências com novas tecnologias. O FBI também se envolveu, utilizando bancos de dados genealógicos para identificar possíveis correspondências com o perfil de DNA de 2003.
Após restringir a lista de suspeitos a quatro irmãos Unick, o FBI monitorou James Unick e coletou um cigarro que ele havia fumado. A análise de DNA confirmou que o material encontrado correspondia ao perfil de 2003, assim como outras amostras coletadas das roupas de Sarah.
A técnica de genealogia genética, que combina análise de DNA com pesquisa genealógica, foi crucial para resolver o caso. Essa abordagem já havia sido utilizada em outros casos famosos, como o do “Golden State Killer”.
James Unick foi preso em julho de 2024. Em um comunicado, o chefe de polícia de Cloverdale, Chris Parker, destacou que, embora a dor da família Geer não pudesse ser desfeita, a justiça finalmente estava sendo feita. Durante o julgamento, Unick apresentou versões contraditórias sobre os eventos da noite do crime.
Após ouvir depoimentos de amigos de Sarah, o júri deliberou por duas horas antes de rejeitar a versão de Unick e considerá-lo culpado de homicídio. Devido à gravidade do crime, Unick enfrentará uma sentença sem possibilidade de liberdade condicional, com a decisão marcada para 23 de abril de 2026.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.