A sessão de negócios de sexta-feira (29) gerou intensas reações entre os investidores do setor varejista. As ações da Casas Bahia (BHIA3) subiram 25,73%, com preço de R$ 4,30, em um movimento notável devido ao volume e à magnitude. Paralelamente, o Magazine Luiza (MGLU3) também apresentou alta, avançando 4,46% e fechando em R$ 8,19.
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O desempenho contribuiu para fortalecer o ambiente otimista da Bolsa, que encerrou em 141.422 pontos, um novo patamar histórico, com alta de 6,28% em agosto e assegurando a quarta semana consecutiva de ganhos.
A ação da Casas Bahia enfrenta um cenário de alta especulação.
A recente valorização da Casas Bahia foi vista por especialistas como uma possível operação especulativa, impulsionada por grandes fundos ou investidores institucionais. Contudo, o quadro da empresa ainda suscita incertezas.
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Nos últimos meses, a BHIA3 apresentava quedas e rompia suportes técnicos próximos de R$ 2,60. O alto endividamento e os gastos financeiros permanecem os principais riscos identificados pelo mercado.
A Magazine Luiza apresenta continuidade da volatilidade.
O Magazine Luiza (MGLU3) obteve lucros mais amenos, porém também teve um desempenho positivo. A companhia continua lidando com dificuldades relacionadas à queda na procura e à diminuição da eficiência operacional. No entanto, mantém resultados melhores que os da concorrência no período de doze meses, com um aumento de 5,86%.
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Analistas alertam sobre cautela.
Apesar da elevação da cotação, as casas de análise intensificam o posicionamento de prudência. O Bank of America (BofA) revisou a estimativa de preço para a BHIA3 para R$ 2,50 e para a MGLU3 para R$ 5,50, indicando recomendação de “underperform” – correspondente à venda.
Ainda segundo o banco, o cenário de consumo permanece desafiador, pressionando as margens das varejistas e restringindo a possibilidade de recuperação sustentada.
Análise do setor.
A sessão favorável dos distribuidores de produtos financeiros evidencia a força de oscilações momentâneas na Bolsa, ainda que também sirva de alerta para investidores. Apesar dos ativos possuírem potencial para correções técnicas, a orientação geral permanece de cautela, sobretudo considerando fundamentos frágeis e riscos financeiros elevados.
Fonte por: FDR