O sistema metroferroviário paulista continua a buscar a inclusão e acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, uma prioridade que se manifesta tanto em iniciativas próprias quanto em exigências contratuais. Recentemente, a Linha 7 do metrô enfrentou uma recusa em um pedido de instalação de um aparelho escalador em algumas das estações.
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A decisão foi comunicada através de uma publicação no Diário Oficial de 26 de julho de 2026, revelando que a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP) negou a solicitação da concessionária. O aparelho escalador, que funciona como um “elevador” em escadas, já é utilizado em outras linhas do metrô e de trens, mas a ARTESP considerou que a instalação na Linha 7 não se alinha com as obrigações estabelecidas no contrato de concessão.
A agência reguladora enfatizou a necessidade de implementar as soluções de acessibilidade previstas no contrato, buscando garantir a autonomia e a mobilidade de todos os usuários. O aparelho escalador, apesar de oferecer uma alternativa, é considerado um processo mais lento e complexo em comparação com rampas ou elevadores convencionais, o que contraria o termo de ajustamento de conduta n° 09/99, que visa à acessibilidade universal.
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Diante da recusa da ARTESP, a concessionária deverá seguir o projeto original, que prevê a instalação de elevadores entre os níveis das estações que ainda não atendem às normas de acessibilidade. Essa medida representa um passo importante na busca por um sistema de transporte público mais inclusivo e acessível para todos os cidadãos.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.
