
A missão Artemis II chegou ao seu término na noite de sexta-feira (10), com a cápsula Orion pousando no oceano às 21h07 (horário de Brasília). Após enfrentar velocidades superiores a 30 vezes a do som e temperaturas externas que atingiram 2.760ºC, os quatro astronautas foram resgatados e já estão a bordo do navio de recuperação USS John P.
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Murtha. Os tripulantes Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen estão bem e foram vistos caminhando, sorrindo e interagindo com as equipes de resgate, indicando uma recuperação inicial positiva após 10 dias em microgravidade.
O primeiro passo após o resgate consiste em uma série de avaliações médicas detalhadas ainda a bordo do navio. O objetivo é monitorar possíveis efeitos da ausência de gravidade no organismo, como desequilíbrio, desorientação e dificuldades motoras.
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Além disso, os astronautas participarão de testes físicos nas primeiras horas após o retorno, incluindo uma espécie de “pista de obstáculos” que simula situações de emergência, como subir escadas e sair rapidamente de uma cápsula espacial.
Esses testes são fundamentais para que a NASA compreenda como o corpo humano reage imediatamente após missões desse tipo.
Após os exames iniciais, a tripulação deixará o navio por via aérea nos Estados Unidos. A partir desse ponto, os astronautas poderão optar por descansar na cidade ou seguir diretamente para Houston, onde reencontrarão suas famílias. Enquanto isso, a recuperação completa da cápsula Orion deve levar entre quatro e seis horas, podendo se estender após o pouso no mar.
Apesar de a missão ter sido relativamente curta, a readaptação à gravidade requer cuidados. Especialistas alertam que alguns astronautas podem apresentar sintomas do mal de adaptação espacial, que afeta o equilíbrio e a coordenação. No caso da Artemis II, espera-se uma recuperação mais rápida, mas os dados coletados durante esse processo serão essenciais para futuras missões mais longas.
A missão representa um avanço significativo no programa lunar da NASA, que não enviava humanos à órbita da Lua desde a era Apollo. Os próximos passos já estão definidos: Artemis III, prevista para 2027, deve aprofundar os testes antes do retorno à superfície lunar, enquanto Artemis IV, programada para 2028, pode marcar a volta do ser humano à Lua.
A Artemis II também fez história ao estabelecer novos marcos já percorridos por humanos no espaço e permitir a observação do ambiente lunar. Com a tripulação em segurança e sob monitoramento, o foco agora se volta à recuperação completa e à análise dos dados, etapas essenciais para viabilizar os próximos capítulos da exploração lunar.
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Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.