A missão Artemis II, da Nasa, vai além de uma simples viagem ao redor da Lua, funcionando como um ensaio geral para a exploração em espaço profundo. Este projeto testará não apenas a tecnologia envolvida, mas também a capacidade humana de operar com segurança além da órbita terrestre, preparando o caminho para futuras viagens tripuladas à Lua e a Marte.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
No segundo voo da missão, os astronautas atuarão como exploradores do espaço e também como plataformas vivas de dados biomédicos. Eles serão monitorados em tempo real por meio de wearables, dosímetros e sistemas de telemetria, transformando o corpo humano em uma interface científica contínua.
A expedição permitirá observar como fatores extremos impactam diretamente a saúde e o desempenho humano.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Esta será a primeira vez desde o voo da Apollo 17, em 1972, que uma espaçonave tripulada deixará a órbita baixa da Terra. Por isso, o monitoramento e a coleta de dados médicos sobre como o corpo humano reage a longos períodos fora do “escudo” magnético do planeta são de extrema importância.
Embora já utilizadas na Estação Espacial Internacional, as medições padrão, como a coleta de sangue, urina e saliva, além de testes cognitivos, terão um novo papel na Artemis II, revelando como a radiação do espaço profundo intensifica as alterações fisiológicas humanas.
Um dos principais experimentos da missão é o ARCHeR (Pesquisa Artemis para Saúde e Prontidão da Tripulação), que busca entender se os astronautas conseguem dormir bem, lidar com o estresse e manter o raciocínio afiado quando estão longe da Terra.
Sensores de pulso enviarão dados continuamente para as equipes médicas em Houston, permitindo o monitoramento do estado físico e comportamental dos astronautas em tempo real.
O sistema imunológico dos astronautas também será monitorado por meio de amostras de saliva coletadas periodicamente, permitindo a identificação de marcadores biológicos relacionados ao estresse e à radiação, fatores que podem alterar a resposta imunológica em ambiente espacial.
Além disso, uma combinação de sensores de radiação na cabine e dosímetros nos uniformes monitorará em tempo real a exposição dos astronautas ao risco físico do espaço profundo.
Outra inovação da Artemis II é o experimento AVATAR, que utiliza tecnologia de órgãos-em-chip. Esses dispositivos, que não são chips de computador comuns, são polímeros microfluídicos com células derivadas do sangue da tripulação. Eles simulam tecidos humanos no espaço, permitindo estudar como a radiação e a microgravidade afetam o organismo, sem que os astronautas precisem passar por procedimentos invasivos.
Os “avatares” funcionam como dublês biológicos, reproduzindo o comportamento da medula óssea sob condições extremas. Após a missão, os dados obtidos serão cruzados com as informações clínicas dos astronautas, e os conhecimentos adquiridos serão compartilhados com cientistas ao redor do mundo, contribuindo para a criação de diretrizes para futuras missões, essenciais para levar humanos a destinos mais distantes, como Marte.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.
