Ex-presidente do BC comenta sobre o caso do Banco Master
O caso do Banco Master impactou a credibilidade do Banco Central (BC), mas as investigações em andamento podem ajudar a restaurar essa confiança, segundo Armínio Fraga, ex-presidente da autarquia. Em entrevista ao CNN Money, Fraga afirmou que a situação “foi muito longe” e que os desdobramentos da investigação da Polícia Federal revelam um “foco de infecção” na estrutura do BC.
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“A credibilidade do BC estava abalada com o caso Master. Agora, fica evidente que havia um problema interno, e o BC poderá recuperar sua credibilidade habitual”, declarou Fraga, após a determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Investigações e estrutura criminosa
A decisão do STF aponta indícios de que o grupo investigado mantinha uma estrutura organizada para cometer crimes financeiros, corromper agentes públicos e monitorar críticos, incluindo jornalistas. A operação da Polícia Federal, iniciada em novembro de 2025, investiga suspeitas de fraudes na instituição financeira, que já foi liquidada pelo BC.
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Os ex-servidores Paulo Sérgio e Belline Santana estavam afastados de suas funções desde o final do ano passado, após decisão do presidente do BC, Gabriel Galípolo. Segundo a PF, eles prestavam uma “consultoria informal” a Daniel Vorcaro e participavam de um grupo de WhatsApp criado para facilitar a comunicação e discutir estratégias de interesse do Banco Master.
Relações ilícitas e vantagens indevidas
As investigações indicam que os ex-servidores teriam recebido dinheiro para fornecer informações ao banqueiro e auxiliar na elaboração de pedidos ao BC. A decisão de Mendonça descreve o relacionamento ilícito entre Vorcaro e os servidores, além de indícios de recebimento mensal de vantagens indevidas.
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A PF revelou que Paulo Sérgio revisava documentos e comunicações do Banco Master destinadas ao BC, sugerindo alterações antes da formalização. Há indícios de que ele recebeu vantagens indevidas, incluindo uma viagem à Disney, onde Vorcaro providenciou um guia para a visita.
A PF também informou que Vorcaro solicitava conversas telefônicas com Belline Santana para tratar de assuntos sensíveis, evitando registros escritos. O servidor participou de reuniões privadas com o banqueiro, discutindo temas estratégicos sobre a atuação do Banco Master em relação à autoridade reguladora.
