Armínio Fraga analisa o caso do Banco Master e alerta sobre a insustentabilidade fiscal do Brasil, destacando problemas institucionais profundos.
O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, avaliou que a situação envolvendo o Banco Master é apenas um reflexo de questões institucionais mais profundas que o Brasil enfrenta atualmente. Em entrevista ao WW, Fraga comentou sobre o conflito entre o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central em relação ao caso.
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Segundo Fraga, a situação pode se prolongar se as questões forem totalmente reveladas. No entanto, ele admitiu não ter como prever a probabilidade de isso ocorrer, embora deseje uma transparência total no processo.
O economista expressou que sua principal preocupação está no funcionamento das instituições brasileiras em geral. “O que me preocupa mais é uma questão maior que diz respeito ao funcionamento das nossas instituições”, destacou. Fraga mencionou questões relevantes que estão surgindo em diversas áreas, como a proposta de um código de ética apresentada pelo ministro.
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Ele também criticou as decisões monocráticas do STF em casos significativos, o que gera insegurança jurídica. Além disso, Fraga apontou a falta de transparência e a dificuldade em estabelecer prioridades importantes para o país.
Armínio Fraga fez um alerta sobre a situação econômica do Brasil. Apesar de reconhecer três anos de crescimento razoável, ele classificou a situação fiscal como “totalmente insustentável”, criticando a falta de avanços significativos do governo atual nessa área.
“O país está com uma situação fiscal preocupante, com um déficit crescente. Esse é um sintoma de um paciente que, se não está na UTI, corre o risco de entrar”, comparou Fraga, ressaltando a gravidade da situação econômica. Ele também expressou preocupação com a proximidade do ano eleitoral, período em que, segundo ele, “assuntos complexos e relevantes são frequentemente deixados de lado ou tratados de forma populista”.
Ao finalizar sua análise, Fraga reiterou que o caso do Banco Master, embora sério, é apenas um sintoma de problemas estruturais muito mais amplos que o Brasil precisa enfrentar.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.