Argentina em Crise: Reforma Trabalhista Desperta Greve Nacional e Resistência!

Tensão explode na Argentina! Reforma trabalhista provoca greve nacional e protestos em massa. CGT paralisa país contra ataque aos direitos dos trabalhadores.

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(Imagem de reprodução da internet).

Tensão Crescente na Argentina: Reforma Trabalhista Desencadeia Protestos

A reforma trabalhista, já aprovada no Senado e em tramitação na Câmara, tem se consolidado como um dos principais pontos de tensão social na Argentina. Apesar de alguns ajustes, como a retirada de um artigo que afetava direitos de trabalhadores com doenças, a proposta central continua sendo um ataque significativo aos direitos dos trabalhadores e às negociações coletivas.

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A situação tem gerado preocupação e mobilização em diversos setores da sociedade.

Análise da Especialista

Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, a analista internacional Ana Prestes detalhou o cenário, destacando a natureza da reforma. “A essência da reforma é o ataque aos trabalhadores. É aquela típica reforma neoliberal que muitos países da América Latina enfrentaram nos anos 1990 e depois com a onda conservadora”, explicou.

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Prestes ressaltou a importância da Argentina como um país com uma forte tradição de organização sindical e lutas populares, enfatizando que a reforma visa enfraquecer os direitos coletivos e as negociações entre trabalhadores e empregadores, tornando os trabalhadores mais vulneráveis, especialmente em casos de demissão.

Greve Nacional e Resistência

Diante da persistência da proposta, a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT), uma das maiores organizações do país, convocou uma greve nacional, com foco no setor de transportes, buscando paralisar o país e demonstrar a força da classe trabalhadora.

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Ana Prestes atribuiu a decisão à violência das repressões às manifestações. “Para evitar que a população seja vítima dessa violência, optou-se pela paralisação. Mas a Argentina tem uma tradição histórica de ocupação das ruas — os panelaços, os cacerolaços.

Isso vem de décadas”, afirmou. A analista acredita que essa cultura de resistência deve se manter e se aprofundar.

Agenda Conservadora e Alinhamento Internacional

Segundo a analista, o governo de Javier Milei, que conquistou uma maioria expressiva na Câmara das Deputas em outubro de 2025, está utilizando essa posição para avançar com uma agenda de retrocessos. Além da reforma trabalhista, a agenda inclui a privatização de empresas estatais, a redução de direitos setoriais, especialmente para mulheres, e a diminuição da idade penal.

Prestes também apontou o alinhamento do governo com o governo Trump nos Estados Unidos como um fator importante, facilitando a imposição dessa agenda.

Desafios Socioeconômicos e Reação Popular

Ana Prestes concluiu com um alerta sobre as dificuldades enfrentadas pela população argentina. “Não está fácil viver na Argentina. Não está fácil comer, pagar o transporte público, nem trabalhar. Isso justifica, e muito, a reação nas ruas.

Vamos acompanhar de perto os próximos capítulos”, declarou. A analista enfatizou a necessidade de monitorar a situação, considerando as condições econômicas e sociais do país, que contribuem para a mobilização da população.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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