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Argentina e Estados Unidos selam acordo estratégico sobre minerais críticos essenciais

Argentina e Estados Unidos selam acordo estratégico sobre minerais críticos, prometendo impulsionar a economia e reduzir a dependência da China. Saiba mais!

Por: Lara Campos

04/02/2026 20:25

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Acordo entre Argentina e Estados Unidos sobre Minerais Críticos

Na quarta-feira (4), a Argentina e os Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação voltado para minerais críticos estratégicos. O anúncio foi realizado pelo Ministério das Relações Exteriores e Comércio Internacional da Argentina. O país sul-americano possui uma abundância de minerais essenciais para a transição energética e a indústria tecnológica, como lítio, cobre e manganês.

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De acordo com o governo argentino, o acordo contempla o uso de instrumentos de financiamento público e privado, além da simplificação de processos administrativos de licenciamento. A cooperação também se estenderá a áreas como mapeamento geológico, reciclagem e gestão de materiais críticos.

O governo argentino destacou que essa iniciativa representa uma oportunidade significativa para o crescimento econômico e produtivo do país.

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Contexto das Negociações

A assinatura do acordo ocorreu após um dia de reuniões ministeriais em Washington, no Departamento de Estado, onde outros 54 países foram convidados a participar da iniciativa. Além disso, diversas nações também estabeleceram acordos com os Estados Unidos no setor de minerais críticos.

O principal objetivo dos EUA com esses acordos é reorganizar a cadeia produtiva global desses materiais, que atualmente está fortemente concentrada na China. O domínio chinês abrange desde a mineração até o refino e a fabricação de produtos de maior valor agregado, o que tem gerado críticas de governos e empresas ocidentais.

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Desafios e Estratégias

Mineradoras ocidentais acusam a China de influenciar o mercado global de terras raras e outros minerais críticos por meio de subsídios e práticas de “precificação predatória”. Esse modelo resulta em ciclos de excesso de produto e quedas abruptas de preços, dificultando a viabilidade econômica de projetos fora da China.

A Agência Internacional de Energia (IEA) classificou essa concentração como um risco geopolítico severo, alertando que o controle chinês permite à Pequim influenciar preços e controlar o acesso de países concorrentes a tecnologias estratégicas.

Para os EUA, essa questão é especialmente sensível, pois a supremacia militar e tecnológica do país pode ser ameaçada se a China aumentar seu controle sobre insumos essenciais.

Propostas para Mitigar Riscos

A estratégia do governo norte-americano visa reduzir os riscos associados a essa concentração. Entre as propostas discutidas está a criação de mecanismos de referência e pisos de preços para minerais críticos, com o intuito de garantir previsibilidade aos investimentos e evitar que projetos se tornem inviáveis devido a distorções globais de preços.

A ideia é implementar instrumentos que mitiguem quedas abruptas, assegurando um nível mínimo de remuneração aos empreendimentos. Essa abordagem é semelhante a acordos recentes entre países ocidentais, que buscam oferecer previsibilidade suficiente para desbloquear investimentos de longo prazo.

Um exemplo citado é o acordo de minerais críticos entre Estados Unidos e Austrália, que introduziu estruturas baseadas em padrões e contratos de longo prazo, incluindo mecanismos de pisos de preços. O objetivo desses arranjos é proteger os mercados domésticos contra políticas consideradas “anti-mercado” e limitar a exposição à manipulação de preços.

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Lara Campos

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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