Araras-canindé fazem retorno histórico ao Parque Nacional da Tijuca após 200 anos!

As araras-canindé fazem um retorno triunfante ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, após mais de 200 anos! Descubra como essa reintrodução impacta a biodiversidade

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Araras-canindé Retornam ao Parque Nacional da Tijuca

As araras-canindé estão de volta ao Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, após mais de 200 anos sem serem vistas na região. Nesta semana, as primeiras aves foram soltas e já estão explorando a floresta e áreas próximas ao Alto da Boa Vista, conforme informações do Projeto Refauna e da administração do parque.

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A reintrodução das araras-canindé é parte de um esforço de conservação da biodiversidade, liderado pelo Projeto Refauna, que visa recuperar espécies que estavam extintas localmente. A extinção da espécie na área foi principalmente causada pela caça e pela perda de habitat.

O último registro confirmado de araras-canindé na cidade foi em 1818, quando Johann Natterer capturou um exemplar.

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Importância da Reintrodução

Marcelo Rheingantz, biólogo da UFRJ, destacou a importância de restaurar a fauna da Mata Atlântica. “A região perdeu muitas espécies ao longo dos séculos. Mesmo onde há floresta, muitas vezes está silenciosa e vazia. Ao reintroduzir animais como as araras, estamos ajudando a natureza a se regenerar”, afirmou.

As instituições envolvidas ressaltam que a colaboração da comunidade local é crucial durante este período de adaptação das aves. O objetivo é garantir a segurança das araras e evitar interferências que possam prejudicar o processo de reintrodução.

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Orientações para a População

Em caso de avistamento das araras-canindé, a população deve informar o Projeto Refauna, fornecendo detalhes como local, data e horário, além de fotos ou vídeos, se possível. Se as aves estiverem em perigo, feridas ou presas, é recomendado acionar a Polícia Ambiental ou o Corpo de Bombeiros.

As instituições enfatizam que é fundamental não alimentar, tocar ou tentar atrair as araras, pois isso pode prejudicar sua adaptação ao ambiente natural. A população também pode registrar avistamentos pelo aplicativo SISS-Geo, desenvolvido pela Fiocruz, que permite o envio de informações mesmo sem conexão à internet.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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