Aquecimento do Motor: Mitos e Verdades que Todo Motorista Precisa Saber!
Motoristas, saiba a verdade sobre o aquecimento do motor! Nicole Ronzani revela mitos e verdades que podem mudar sua rotina nas manhãs frias. Clique e descubra!
Aquecimento do Motor: Mitos e Verdades
Durante as manhãs frias de inverno, é comum que motoristas aguardem o ponteiro da temperatura subir antes de engatar a primeira marcha. Essa prática, passada de geração em geração, se baseia na crença de que o veículo precisa atingir uma temperatura ideal para evitar problemas.
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Contudo, com os avanços na engenharia automotiva, a necessidade de aquecer o motor parado tornou-se um mito. O que realmente é necessário ao ligar o carro em um dia gelado é um tempo para que o óleo complete seu ciclo de proteção.
Nicole Ronzani, especialista em mecânica, explica que a tecnologia atual eliminou a necessidade de aquecimento prévio. “Esquentar, não. Mas esperar alguns instantes antes de sair é recomendado para que todas as partes móveis do motor estejam lubrificadas”, afirma.
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Segundo a especialista, esse hábito remonta a veículos de décadas passadas, que utilizavam carburadores e necessitavam de uma mistura mais rica até o motor aquecer, especialmente os motores a álcool, que tinham mais dificuldade para pegar.
A Diferença Entre Motores Antigos e Modernos
A principal mudança está na maneira como o combustível é misturado ao ar. Nos sistemas antigos, esse processo era mecânico e muitas vezes manual, enquanto os carros modernos utilizam sensores e computadores de bordo. “Os veículos atuais calculam eletronicamente a proporção entre ar e combustível, ajustando-se conforme a temperatura, pressão e tipo de combustível”, explica Nicole.
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Nos modelos carburados, o uso do afogador enriquecia a mistura de combustível para garantir a partida, retornando ao normal apenas quando o motor atingia a temperatura ideal. Hoje, essa compensação ocorre de forma instantânea. No entanto, a física dos fluidos continua a mesma.
Durante a noite, o lubrificante se acumula no cárter do motor, e em manhãs frias, algumas viscosidades podem demorar mais para alcançar as partes superiores, prolongando o tempo de lubrificação.
Os Riscos da Pressa na Partida a Frio
A ignição é um momento crítico para a durabilidade de qualquer motor. Acelerar imediatamente pode prejudicar componentes essenciais que ainda não receberam a proteção do óleo. “Isso ocorre na partida a frio. Acelerar um motor que ainda não está lubrificado pode causar desgaste prematuro do comando de válvulas, que é a parte mais distante do cárter”, alerta a especialista.
Para evitar danos a longo prazo, a recomendação não é esperar minutos, mas sim ter alguns segundos de paciência. “Não há um tempo máximo, mas eu diria que no mínimo 30 segundos é o ideal, tanto para motos quanto para carros”, orienta Nicole.
O erro mais comum dos motoristas é a falta de paciência ao girar a chave. O ideal é ligar o contato, aguardar os sistemas eletrônicos carregarem e, em seguida, dar a partida.
Conduzindo nos Primeiros Minutos
Embora não seja necessário esperar o carro esquentar, a maneira como o motorista dirige nos primeiros quilômetros é importante. A regra é a progressividade. “É fundamental esperar que o veículo atinja a temperatura de trabalho antes de acelerar fundo.
Portanto, saia devagar nos primeiros minutos, mesmo em dias quentes”, aconselha a mecânica. Essa precaução é válida para todos os tipos de veículos.
Para carros equipados com turbo, há um cuidado adicional a ser tomado ao encerrar a viagem: “Em alguns modelos com turbo refrigerado a óleo, é recomendado esperar um pouco parado antes de desligar o motor para que o óleo circule e resfrie a turbina”.
Caso o carro apresente dificuldades persistentes nas manhãs frias, isso pode indicar a necessidade de manutenção. Nicole destaca três sinais principais que indicam que uma revisão é necessária: demora excessiva para pegar, falhas ou oscilações no motor logo após a partida e o motor morrer logo após ligar.