Apurações Eleitorais no Exterior: Keiko Fujimori e Roberto Sánchez em disputa acirrada no Peru
O ONPE inicia apurações eleitorais no exterior, com Keiko Fujimori e Roberto Sánchez em disputa acirrada. Descubra como essa eleição reflete a crise no Peru!
Apurações Eleitorais no Exterior pelo ONPE
O Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (ONPE) iniciou a coleta das apurações das seções eleitorais localizadas fora do país. Esse grupo de eleitores pode ter um papel crucial, especialmente considerando a pequena diferença entre os candidatos Keiko Fujimori e Roberto Sánchez.
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As primeiras 12 seções eleitorais estão situadas na Argentina, onde a candidata de direita busca obter uma vantagem com os votos dos peruanos que residem no exterior.
Tanto Fujimori quanto Sánchez têm adotado uma postura cautelosa, evitando divulgar suas agendas e permanecendo em suas residências. Analistas políticos destacam que essa eleição reflete uma crise política no país. O Peru está prestes a eleger seu nono presidente em apenas uma década, após uma série de destituições e renúncias de líderes envolvidos em escândalos de corrupção.
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Atualmente, quatro ex-presidentes estão encarcerados.
Desconfiança no Sistema Eleitoral
Jeffrey Radzinsky, analista político, comentou que “esta é uma eleição sem liderança sólida, marcada por uma grande desconfiança no sistema eleitoral”. Ele observou que a figura do presidente da República perdeu relevância no imaginário coletivo dos peruanos.
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Urpi Torrado, CEO da empresa de pesquisas Datum Internacional, acrescentou que a votação está sendo impulsionada mais pela rejeição do que pelo entusiasmo, com muitos eleitores optando pelo que consideram ser a opção menos ruim.
Fujimori, por sua vez, tem feito campanha com uma plataforma rigorosa contra o crime, evocando o legado de seu falecido pai. Enquanto isso, Sánchez, atualmente preso, moderou suas propostas de reforma econômica na tentativa de atrair eleitores de centro e acalmar os investidores.
O próximo presidente herdará um Congresso fragmentado, um aumento da criminalidade e uma população em que quase metade acredita que o novo líder não completará seu mandato de cinco anos.