Apple Watch permite monitoramento de hipertensão no Brasil
Usuários brasileiros do Apple Watch agora têm a capacidade de monitorar sinais de hipertensão diretamente pelo pulso. Essa funcionalidade foi oficialmente liberada após a aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e visa o diagnóstico precoce em pessoas que ainda não têm conhecimento sobre a condição.
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Como funciona o monitoramento?
Diferentemente de aparelhos tradicionais que medem a pressão arterial de forma direta, a Apple utiliza o sensor óptico do relógio para analisar a resposta dos vasos sanguíneos aos batimentos cardíacos. Um algoritmo processa esses dados ao longo de 30 dias.
Se o sistema detectar um padrão persistente de pressão alta, o usuário recebe um alerta no Apple Watch, recomendando a busca por assistência médica.
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Validação e próximos passos
A tecnologia foi validada em estudos clínicos com 2 mil participantes, inseridos em um universo de testes que envolveu mais de 100 mil pessoas. Os resultados mostraram que metade dos avaliados era hipertensa sem saber.
Para aqueles que receberem o alerta, a fabricante sugere realizar medições com um aparelho de pressão convencional durante sete dias e compartilhar o histórico de dados com um médico na próxima consulta. É importante destacar que essa funcionalidade é destinada apenas a quem não possui um diagnóstico prévio, atuando como uma ferramenta de triagem para uma doença frequentemente silenciosa.
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OMS alerta sobre hipertensão globalmente
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou recentemente o segundo relatório global sobre hipertensão, revelando que cerca de 1,4 bilhão de pessoas viviam com pressão alta em 2024. Contudo, apenas uma em cada cinco controla a condição por meio de medicamentos ou mudanças de hábitos.
A análise abrangeu dados de 195 países e territórios, mostrando que 99 deles têm taxas de controle de hipertensão abaixo de 20%. A maioria das pessoas afetadas reside em países de baixa e média renda, onde os sistemas de saúde enfrentam limitações de recursos.
Segundo o relatório, as principais barreiras para a prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão incluem políticas de saúde fracas, acesso limitado a dispositivos validados, falta de protocolos de tratamento padronizados, equipes de atenção primária treinadas, cadeias de suprimentos não confiáveis, medicamentos caros e proteção financeira inadequada para os pacientes.
