Aposentadoria aos 57 anos: um sonho distante? A legislação previdenciária complexa exige 65 anos (homens) e 62 (mulheres) + tempo de contribuição. Saiba mais!
A questão de se é possível se aposentar aos 57 anos, com 20 anos de contribuição, continua sendo um tema de grande confusão para muitos brasileiros em 2026. A complexidade das regras da legislação previdenciária, especialmente após a Reforma da Previdência, torna a avaliação do direito ao benefício um desafio para os segurados.
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Atualmente, a legislação não concede aposentadoria automática para quem possui 57 anos de idade e apenas 20 anos de contribuição. A Emenda Constitucional 103 de 2019 estabeleceu critérios mais rigorosos, exigindo idade mínima e um tempo de contribuição significativamente maior.
Para homens, a regra geral exige uma idade mínima de 65 anos e 20 anos de contribuição. Para mulheres, os requisitos são 62 anos e 15 anos de contribuição. Mesmo que o tempo de contribuição mínimo seja alcançado, a idade ainda precisa ser atingida para que o pedido seja aceito.
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As regras de transição oferecem alternativas para segurados que contribuíam antes da reforma. Em 2026, a transição por idade progressiva exige 64 anos e 6 meses para homens e 59 anos e 6 meses para mulheres, além de 35 anos e 30 anos de contribuição, respectivamente.
Outra opção é o pedágio de 100%, que se aplica a quem estava próximo da aposentadoria em novembro de 2019. Nesse caso, o segurado precisa cumprir o dobro do tempo que faltava, além de ter a idade mínima exigida.
Existe também o pedágio de 50%, que se aplica a quem já tinha 33 anos de contribuição em 2019. No entanto, essa regra não beneficia trabalhadores com um histórico contributivo menor. Portanto, um segurado de 57 anos com apenas 20 anos de contribuição não se enquadra em nenhuma dessas transições.
Diante desse cenário, o sistema mantém barreiras claras para pedidos antecipados. O trabalhador precisa continuar contribuindo e acompanhar as exigências legais. A aposentadoria por idade se torna o caminho mais viável no futuro. O planejamento previdenciário ganha importância, com orientação adequada, o segurado pode evitar erros e perdas financeiras.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.