Apex-Brasil mantém otimismo sobre acordo Mercosul-União Europeia e projeta aumento de US$ 1 bilhão

Apex-Brasil mantém otimismo sobre o acordo Mercosul-União Europeia, prevendo aumento de US$ 1 bilhão no comércio. Descubra os detalhes dessa projeção!

(Imagem de reprodução da internet).

Apex-Brasil mantém otimismo sobre acordo Mercosul-União Europeia

Apesar das recentes divergências em torno do acordo entre Mercosul e União Europeia, que incluem exigências sanitárias para carnes, cotas agrícolas e mecanismos de proteção ao mercado europeu, a Apex-Brasil continua a projetar um aumento de US$ 1 bilhão no comércio entre os blocos.

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Em entrevista à CNN, Laudemir Müller destacou que o potencial do acordo vai além das cotas para produtos agropecuários tradicionais, podendo beneficiar setores com baixa participação no mercado europeu.

Segundo Müller, essa estimativa é conservadora e o tratado deve também estimular investimentos no Brasil, além de fortalecer as relações comerciais com parceiros estratégicos, como a China. Ele comentou sobre os principais pontos da entrevista, abordando as expectativas em relação ao acordo e os setores que podem se beneficiar.

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Expectativas sobre o acordo Mercosul-UE

Durante a entrevista, Laudemir Müller expressou otimismo em relação ao acordo, mesmo diante dos entraves. Ele afirmou que apenas 543 setores de cinco mil estão impactados, o que não representa a totalidade. Müller citou o exemplo da uva de mesa, onde o Brasil fez seu primeiro envio dentro do acordo na semana anterior.

Atualmente, o país possui 1,5% do mercado europeu de uva de mesa, que movimenta US$ 5 bilhões em importações.

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Se o Brasil conseguir aumentar sua participação para 3%, isso representaria quase US$ 170 milhões, e para 5%, mais de US$ 250 milhões. Ele ressaltou a competitividade do Brasil, destacando a qualidade do preço, capacidade, escala e solo. Em relação às carnes, Müller observou que as expectativas não são de mudanças drásticas imediatas, justificando a projeção de US$ 1 bilhão como modesta.

Desafios e oportunidades no mercado europeu

Müller explicou que a Europa importa anualmente US$ 3 trilhões de fora do bloco, enquanto o Mercosul responde por US$ 340 bilhões. A Alemanha, por exemplo, importa US$ 1,4 trilhão, sendo que 70% dessa importação provém de países com acordos comerciais.

Ele acredita que o acordo cria novas oportunidades, facilitando a entrada no mercado europeu.

Sobre as cotas, Müller afirmou que elas são uma forma de melhorar a posição do Brasil no mercado, permitindo uma entrada gradual. Ele não vê isso como um revés, mas como parte do processo. A expectativa é que o acordo atraia mais investimentos europeus, especialmente considerando os altos custos de energia na Alemanha.

Logística e novos mercados

Quando questionado sobre gargalos logísticos, Müller afirmou que a Europa não é um mercado novo para o Brasil e que não vê problemas de rota ou conexão. No entanto, ele mencionou que a logística ainda é um desafio em mercados como a China, onde a abertura para a uva de mesa ainda enfrenta dificuldades logísticas.

Müller também destacou a importância da Rota Bioceânica, mencionando que investimentos significativos no porto de Chancay indicam um interesse em rotas mais seguras e baratas. Ele acredita que o Brasil está mudando sua perspectiva, começando a olhar para o Pacífico, além do Atlântico.

Relação Brasil-China e novos horizontes

Sobre a relação bilateral com a China, Müller afirmou que o momento é positivo, embora haja a possibilidade de salvaguardas. Ele ressaltou a importância da relação entre os presidentes Lula e Xi Jinping. A guerra comercial entre Estados Unidos e China, segundo ele, cria oportunidades para o Brasil, que está diversificando suas relações comerciais, não apenas com a China, mas também com Japão, Coreia e México.

Além das commodities, o Brasil está desenvolvendo parcerias na área de café e outros produtos, como o gergelim. A missão da Apex que levou cooperativas da agricultura familiar para a China foi considerada um marco histórico, mostrando o potencial de mercado para esses produtos.

Futuro do comércio internacional

Müller apontou que mercados como Índia e África devem ganhar importância nos próximos anos. A Índia, com sua dinâmica única, está avançando rapidamente em direção ao e-commerce, enquanto a África, com sua crescente população, se tornará um mercado relevante.

As projeções do FMI indicam que a Nigéria pode se tornar uma das maiores economias do mundo nas próximas décadas.