Aparelho Ortodôntico na Infância: Descubra Como Manter os Dentes Alinhados Após o Tratamento!

Descubra por que o uso de aparelho ortodôntico na infância e adolescência vai além do sorriso perfeito! Entenda a importância da contenção e evite frustrações!

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(Imagem de reprodução da internet).

Uso de Aparelho Ortodôntico na Infância e Adolescência

O uso de aparelho ortodôntico durante a infância ou adolescência tem como principal objetivo corrigir e alinhar os dentes. Contudo, é comum que, após o término do tratamento, os dentes voltem a se desalinhar, gerando frustração e a sensação de que todo o esforço foi em vão.

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No entanto, essa percepção não é totalmente correta.

Muitos não sabem que, ao longo da vida, ocorrem mudanças que podem afetar a posição dos dentes. O crescimento na adolescência, o envelhecimento, hábitos como ranger os dentes ou morder objetos, além de alterações no tecido ósseo, podem influenciar a dentição.

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Segundo o cirurgião-dentista e ortodontista Alexander Cassandri Nishida, professor da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, um jovem que remove o aparelho aos 16 anos ainda pode apresentar pequenas movimentações dentárias até o final do crescimento e mudanças na vida adulta.

O Papel do Aparelho de Contenção

Os dentes não estão “colados” diretamente no osso. A raiz do dente se encaixa em uma cavidade chamada alvéolo, sendo sustentada por fibras elásticas que atuam como pequenos amortecedores. Quando o aparelho ortodôntico exerce força, ocorre um processo conhecido como remodelação óssea, onde o osso é reabsorvido de um lado e novo osso é formado do outro.

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É nesse contexto que a contenção se torna essencial, pois ajuda a manter os dentes na posição correta, evitando que se movam novamente. O especialista ressalta que a contenção é uma etapa crucial para preservar os resultados obtidos. O tempo recomendado para o uso da contenção deve ser, no mínimo, o dobro da duração do tratamento ortodôntico.

Cuidados com a Contenção

Na prática, a contenção deve ser utilizada enquanto o paciente desejar manter os dentes alinhados. Os dentes inferiores costumam ser mais instáveis, devido a raízes finas e à maior carga de mordida. Por isso, é comum a recomendação de contenção fixa na arcada inferior, com um fio colado atrás dos dentes, por tempo indeterminado. É importante redobrar os cuidados com a higiene bucal.

Na arcada superior, que geralmente é mais estável, podem ser utilizadas contenções removíveis, como placas acrílicas ou alinhadores transparentes. A escolha do tipo de contenção depende do perfil do paciente. Aqueles que seguem as orientações tendem a se adaptar bem à contenção removível, enquanto os que têm dificuldade em manter a rotina de cuidados podem precisar da contenção fixa.

Fatores de Risco e Acompanhamento

Evitar a recidiva é um desafio, pois hábitos aparentemente inofensivos, como roer unhas ou objetos, podem ser fatores de risco. Além disso, inflamações gengivais podem enfraquecer as estruturas que sustentam os dentes. O acompanhamento periódico da contenção, a cada seis meses ou pelo menos uma vez por ano, é fundamental para identificar desgastes ou descolamentos.

Em alguns casos, escaneamentos digitais podem ajudar a monitorar pequenas mudanças na posição dentária ao longo do tempo. Práticas comuns na infância, como o uso prolongado de chupetas e mamadeiras, respiração bucal e chupar o dedo, podem influenciar a necessidade de uso de aparelho ortodôntico.

Aparelhos Interceptativos e Corretivos

Os aparelhos interceptativos são indicados entre os 5 e 7 anos, com o objetivo de estimular o crescimento ósseo quando há risco de falta de espaço para os dentes permanentes ou alterações na mordida. Já os tratamentos corretivos são realizados entre 11 e 13 anos, quando a dentição permanente está quase completa, utilizando aparelhos fixos ou alinhadores invisíveis para melhorar o posicionamento dos dentes e outros aspectos, como função mastigatória e respiração.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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