A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou nesta terça-feira (06/01) a proibição imediata da venda de duas marcas de cápsulas de café no Brasil. A decisão foi motivada pela presença de ingredientes que não haviam passado por uma avaliação completa de segurança antes de serem utilizados em alimentos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A notícia ganhou destaque no G1 e levanta preocupações sobre a segurança de produtos que combinam café com substâncias ainda não autorizadas para consumo no país.
Ingredientes Problemáticos
As cápsulas Smush Mushroom Espresso e Smush Energy Mushroom Espresso utilizavam cogumelos Lion’s Mane e Cordyceps. A Anvisa constatou que esses ingredientes não possuíam a liberação necessária para serem utilizados em alimentos no Brasil. A agência considerou que não havia dados técnicos suficientes para garantir a segurança dos consumidores diante da utilização desses ingredientes.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Abrangência da Proibição
A proibição se estende a todos os lotes já fabricados, abrangendo a fabricação, comercialização, distribuição, divulgação e consumo dos produtos. A Anvisa ordenou o recolhimento imediato das cápsulas das prateleiras e do ambiente digital. A agência orientou fabricantes e distribuidores a retirarem os produtos de circulação, alertando sobre possíveis sanções administrativas e multas em caso de descumprimento.
Orientações aos Consumidores
A Anvisa também aconselhou os consumidores que possuíam as cápsulas a interromperem o uso e a buscarem informações sobre devolução nos canais de venda. Essa medida visa minimizar qualquer exposição a substâncias não avaliadas. Apesar da ausência de registros de danos causados pelas cápsulas, a agência enfatizou que a falta de estudos já representa um risco.
LEIA TAMBÉM!
Princípio da Precaução
A decisão segue o princípio da precaução, adotado pelo sistema sanitário brasileiro. Nos últimos anos, o mercado de cafés funcionais cresceu rapidamente no país, mas a Anvisa tem acompanhado essa evolução com atenção, especialmente em relação a ingredientes novos.
A agência ressalta que alegações de benefícios à saúde exigem autorização específica, e produtos não podem prometer melhora de foco ou energia sem comprovação validada.
