Anvisa aprova Leqembi, novo medicamento para Alzheimer, prometendo mudanças significativas nos sintomas em pacientes em fase inicial da doença.
No final de dezembro de 2025, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso de um novo medicamento para o tratamento de Alzheimer, chamado Leqembi, desenvolvido pela farmacêutica Eisai. Este remédio é indicado para pacientes diagnosticados na fase inicial da doença.
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O Leqembi contém o anticorpo lecanemabe, que atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, um dos principais marcadores da doença. A aprovação do medicamento foi fundamentada em um estudo que envolveu 1.795 participantes com Alzheimer em estágio inicial, todos apresentando placas beta-amiloides.
Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu lecanemabe e o outro, placebo. De acordo com a Anvisa, após 18 meses de tratamento, o medicamento demonstrou uma mudança significativa nos sintomas, avaliada por meio da escala CDR-SB, que mede a gravidade da demência.
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No subgrupo de 1.521 pessoas, aqueles tratados com o novo medicamento mostraram um aumento menor na pontuação da escala em comparação aos que receberam placebo.
O lecanemabe é um anticorpo monoclonal da classe IgG1, que se liga a grandes placas de beta-amiloide solúvel e mantém alta afinidade por beta-amiloide fibrilar. Essas proteínas são responsáveis pelo acúmulo das placas amiloides, que caracterizam o Alzheimer.
A Anvisa alerta que o Leqembi é contraindicado para pacientes com histórico de hemorragia intracerebral, mais de quatro micro-hemorragias, siderose superficial ou edema vasogênico, que podem indicar angiopatia amiloide cerebral (AAC). Além disso, o tratamento não deve ser iniciado em pacientes em uso contínuo de anticoagulantes.
As reações adversas ao uso do Leqembi podem afetar mais de 10% dos pacientes e incluem reações à infusão, hemorragias leves no cérebro e dores de cabeça. O medicamento é apresentado como uma solução para diluição para infusão, disponível em embalagens com 1 ou 2 frascos de 2mL ou 5mL, na concentração de 100 mg/mL de lecanemabe.
A dose recomendada é de 10 mg/kg, administrada por infusão intravenosa (IV) durante cerca de uma hora, a cada duas semanas.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.