ANTT lança editais inovadores para rodovias e ferrovias sustentáveis, com potencial de R$ 21 bilhões em investimentos socioambientais. Conheça os detalhes!
A ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) divulgou, nesta quinta-feira (13), os primeiros editais de um plano de rodovias e ferrovias “sustentáveis”. A iniciativa pode liberar investimentos de até R$ 21 bilhões em ações socioambientais por parte das concessionárias atuais.
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O Programa de Sustentabilidade para Infraestrutura de Rodovias e Ferrovias foi antecipado pela CNN em outubro.
Após a aprovação pela diretoria colegiada da agência, os editais foram publicados durante a COP30, que acontece em Belém. As empresas que operam estradas federais poderão receber um “bônus” de 1% ou 2% nas tarifas de pedágio, dependendo do período de seus contratos, caso adotem voluntariamente as iniciativas propostas.
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O “bônus” pode ser ainda maior, conforme o nível de adesão às ações da ANTT.
As operadoras de ferrovias também poderão se beneficiar com a redução dos pagamentos de outorga à União. As concessionárias têm até 13 de março de 2026 para apresentar suas propostas. Em entrevista à CNN, o CEO da Motiva (ex-CCR), Miguel Setas, expressou interesse no programa, destacando que o grupo possui 12 concessões que totalizam 4.475 quilômetros.
O programa inclui um leque de 470 ações socioambientais, organizadas em nove parâmetros, como a redução das emissões de gases de efeito estufa e iniciativas em comunidades indígenas e quilombolas. Entre as ações propostas estão a neutralidade de carbono, preservação de mata nativa, passagens de fauna e sistemas de alerta de incêndio.
As concessionárias poderão escolher quais ações desejam implementar. Existem três níveis de adesão, com base na ambição das ações socioambientais. No nível 1, as empresas atendem aos pré-requisitos para emissão de debêntures incentivadas de infraestrutura.
No nível 2, garantem um bônus tarifário, com aumento de 1% nas tarifas de pedágio para concessões a partir de 2018.
Para concessões anteriores, o aumento imediato seria de 2% para quem se comprometer com as ações. O nível 3 prevê um reequilíbrio econômico-financeiro dos contratos, possibilitando ganhos tarifários ainda maiores no futuro, além dos 1% ou 2% já mencionados.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.