ANPR pede Fachin Suspende Análises sobre Aposentadoria Compulsória

ANPR cobra Fachin impede regulamentação sobre fim de aposentadoria compulsória para evitar decisão judicial controversa.

26/06/2026 16:31

3 min

|Antonio Augusto/STF | 25.jun.2026
|Antonio Augusto/STF | 25.jun.2026

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) enviou um ofício ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin— que também preside o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) —, pedindo a suspensão imediata das análises sobre uma proposta para regulamentar o fim da aposentadoria compulsória.

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Em 25 de junho de 2026, em Brasília, os procuradores argumentaram que qualquer decisão dessa natureza deve ser debatida pelo plenário tanto do STF quanto por meio propostas no Congresso Nacional. A ANPR defende ainda veementemente a manutenção desse tipo de penalidade administrativa contra agentes públicos.

Nova regra substitui apensadoria e centraliza processos

O debate ganhou força após um evento ocorrido na semana anterior ao ofício enviado pela associação. No dia 3 de junho de 2026 (terça – feira), o Plenário do CNJ apresentou uma minuta detalhando como seria regulamentada a sanção chamada “disponibilidade com indicação de perda do cargo”.

Essa nova punição visa substituir, em grande parte dos casos administrativos disciplinares, aquela conhecida aposentadoriacompulsória que antes era aplicada aos magistrados infratores mais gravemente condenados pelo Conselho.

ANPR contesta decisão da primeira turma

A ANPR considera prematura qualquer regra geral criada apenas após um acórdão emitido pela 1ª Turma do STF. Segundo o documento oficial assinado por José Schettino, é fundamental aguardar uma avaliação completa e unânime no Plenário máximo para tratar de temas com tamanha repercussão na organização tanto do Poder Judiciário quanto do Ministério Público Federal (MPF.

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Os procuradores apontam que os pontos jurídicos sensíveis levantados durante a análise não foram aceitos uniformemente pelos ministros; houve placar desfavorável à tese em questão dentro da turma.

Como funcionará perda ou suspensão do cargo

A proposta apresentada pelo CNJ estabelece um novo rito processual, o chamado “reexame necessário”. Ele centralizará todos aqueles processos disciplinares dos tribunais onde for decidida pela cassação de função. Na prática, as corregedorias continuariam investigando e podendo afastar magistrados — mas qualquer condenação administrativa mais grave seria enviada ao próprio CNJ para homologação dessa punição específica.

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Após a chancela no âmbito administrativo (CNJ), caso haja confirmação da penalidade máxima, os autos seriam formalmente remetidos à esfera judicial competente – na forma do entendimento trazido por uma ação civil movida originalmente pela Advocacia Geral da União (AGU) diretamente perante o STF –, já que apenas decisão final transitada em julgado pode decretar demissão definitiva. A ANPR requer

“Requer, respeitosamente, que Vossa Excelência se digne de não pautar para deliberação a aprovação dessa minuta… aguardando – se, conforme o caso, o pronunciamento do Plenário do Supremo Tribunal Federal e, sobretudo, a deliberação do Congresso Nacional sobre as propostas de Emenda à Constituição vigentes”, concluiu os procuradores.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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