Um relatório recente da Agência Nacional de Mineração (ANM) revelou um aumento expressivo de 81% nos pedidos de autorização para pesquisa de recursos minerais no Brasil entre o primeiro e o quarto trimestre de 2025. A agência atribui esse crescimento ao crescente interesse global por minerais considerados críticos, impulsionando a demanda por esses materiais.
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Entre janeiro e março de 2025, foram registrados 1.637 solicitações de pesquisa mineral. Esse número aumentou consideravelmente entre outubro e dezembro, atingindo 2.960 pedidos. Ao longo do ano, a ANM recebeu um total de 9.319 requerimentos de pesquisa, evidenciando o dinamismo do setor.
Fatores que Contribuem para o Aumento da Demanda
A agência destaca que a busca por minerais críticos, essenciais para setores como tecnologia e energia, é o principal motor desse aumento. Esses minerais, que incluem nióbio, lítio, cobalto e terras raras, são considerados estratégicos devido à concentração de sua oferta em poucos países, gerando riscos no fornecimento.
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O Brasil se destaca como um país com grande potencial nesse cenário, possuindo reservas significativas de diversos minerais críticos.
Dados sobre as Reservas Brasileiras
O Brasil detém 94,1% das reservas mundiais de nióbio, 22,4% de grafita, 16% de níquel e 9,1% de terras raras. Além disso, o país ocupa a 7ª posição global em reservas de lítio. Apesar desses números promissores, a participação brasileira na produção mundial ainda é modesta, representando apenas 0,002% da produção global de lítio e 0,03% da de terras raras.
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O Processo de Autorização de Pesquisa
A autorização de pesquisa, concedida pela ANM, é um passo fundamental para o aproveitamento econômico de uma jazida mineral. Esse processo envolve atividades de levantamento geológico, geofísico e geoquímico, incluindo a realização de sondagens e análises de amostras.
Para obter a autorização, o interessado deve apresentar um pedido formal à agência, que analisa o caso e, se aprovado, concede o alvará de pesquisa, publicado no Diário Oficial da União.
Detalhes sobre o Processo e Limites das Áreas
O prazo para a realização da pesquisa varia de 1 a 3 anos, dependendo das características da área e do mineral em questão. As áreas concedidas podem variar de 50 a 2.000 hectares, com exceção da Amazônia Legal, onde o limite pode chegar a 10.000 hectares. É importante ressaltar que substâncias consideradas monopólio da União, como petróleo e urânio, não podem ser objeto de requerimentos junto à ANM.
