Descubra como seus animais de estimação impactam a qualidade do ar em casa! Um estudo inovador revela a surpreendente relação entre pets e poluição interna.
A qualidade do ar que respiramos varia de um ambiente para outro, incluindo diferentes residências. Essa variação se deve à assinatura química única do ar interno, que é composta por gases, partículas e microrganismos emitidos pelos habitantes, incluindo os animais de estimação.
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Um estudo recente, publicado no início do mês, quantificou esse ecossistema invisível gerado por atividades cotidianas, como respirar e brincar. Os pesquisadores utilizaram uma câmara climática controlada, com ar filtrado e condições estáveis, para manter os animais relaxados, contando com a presença de conhecidos para evitar estresse.
Os resultados fornecem “fatores de emissão” que podem ser incorporados em modelos de qualidade do ar interno, melhorando a simulação de residências onde pessoas e animais compartilham o mesmo espaço. Dusan Licina, da Escola Politécnica Federal de Lausana, destacou que essas descobertas ajudam a entender melhor as fontes de poluição e como melhorar a qualidade do ambiente de vida.
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Este estudo é pioneiro ao analisar a influência dos animais de estimação na qualidade do ar interno com rigor metodológico. Os principais indicadores utilizados foram fatores conhecidos relacionados à poluição interna gerada por humanos. Enquanto a pele humana libera células, amônia (NH3) e compostos orgânicos voláteis, a respiração de humanos e cães compartilha a liberação de gás carbônico (CO2).
O estudo revelou que humanos e cães emitem níveis semelhantes de CO2. A amônia, que indica a atividade biológica resultante da digestão de proteínas, também é expelida por ambos. Embora o volume total de amônia produzido por cães e seus donos seja equivalente, a proporção de amônia em relação ao CO2 é significativamente maior nos cães.
Dusan Licina explicou que um cão que exala a mesma quantidade de CO2 que um humano produzirá muito mais amônia, devido à sua alimentação rica em proteínas, metabolismo único e respiração acelerada, que ajuda a controlar a temperatura corporal.
A movimentação dos cães, como coçar-se ou balançar o corpo, libera grandes quantidades de poeira, pólen e detritos. Sensores detectaram que cães de grande porte emitem de duas a quatro vezes mais microrganismos do que os humanos. Apesar de serem considerados “poluidores” biológicos, essa diversidade microbiana pode fortalecer o sistema imunológico, especialmente em crianças.
Licina ressaltou que, embora o impacto na saúde humana ainda seja pouco compreendido, as medições ajudam a quantificar como os animais de estimação atuam como “transportadores” móveis, levando material biológico para dentro de casa e redistribuindo-o por meio de suas atividades diárias.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.