Angelina Angelova expõe lixo alarmante no acampamento IV do Monte Everest

Alpinista russa denuncia lixo no Monte Everest
A alpinista russa Angelina Angelova compartilhou em suas redes sociais imagens do acampamento IV no Monte Everest, que estava repleto de lixo. Este local, situado a 7.900 metros de altitude, é conhecido como a última parada antes da subida final ao cume, que atinge 8.849 metros.
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Na postagem, Angelova comentou: “Acampamento 4 do Everest. 7900 metros. Ao redor das tendas, vestígios de tentativas anteriores”.
A publicação gerou milhares de comentários, reacendendo o debate sobre o impacto humano na montanha mais alta do mundo. Um usuário sugeriu que “o Nepal deveria suspender a emissão de licenças até que as empresas de escalada resolvam essa situação”, enquanto outro afirmou: “Isso deveria ser ilegal”.
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Superlotação e problemas ambientais
Em maio de 2025, um número recorde de alpinistas alcançou o pico do Everest no mesmo dia pelo lado nepalês. A montanha, que se localiza na fronteira entre o Nepal e a região do Tibete, na China, pode ser escalada por ambos os lados. Neste ano, o Nepal emitiu 494 permissões para escalar o Everest, cada uma custando US$ 15 mil (aproximadamente R$ 75 mil).
Essa superlotação e o acúmulo de lixo têm se tornado problemas significativos nos últimos anos.
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Especialistas em montanhismo frequentemente criticam o Nepal por permitir um grande número de alpinistas, o que pode resultar em congestionamentos perigosos na chamada “zona da morte”, onde o nível de oxigênio é extremamente baixo. O acampamento IV, registrado por Angelova, está localizado nessa região crítica.
Iniciativas de limpeza e desafios ambientais
De acordo com o Exército nepalês, a Campanha de Limpeza da Montanha conseguiu coletar 110 toneladas de resíduos desde 2019, quando o programa foi iniciado, até 2023. Um dos principais desafios ambientais enfrentados é o descarte de dejetos humanos.
Em 2024, as autoridades começaram a exigir que todos os alpinistas utilizassem sacos para fezes fornecidos pelo governo e levassem seus resíduos de volta dos acampamentos.
“Cada pessoa produz 250 gramas de excrementos por dia e passará duas semanas nos acampamentos mais altos durante a subida ao cume”, explicou Diwas Pokhrel, primeiro vice-presidente da Associação de Escaladores do Everest, em entrevista à CNN em 2024.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



