André de Paula garante que Brasil atenderá novas exigências da União Europeia sobre carne bovina
André de Paula, ministro da Agricultura, revela como o Brasil se adaptará às novas exigências da União Europeia para a carne bovina. Descubra os detalhes!
Ministro da Agricultura aborda novas exigências da União Europeia
O ministro da Agricultura, André de Paula, declarou nesta terça-feira que o governo brasileiro se empenhará em atender às novas exigências da União Europeia relacionadas à cadeia da carne bovina. Essa declaração ocorreu após a divulgação de regras mais rigorosas que envolvem rastreabilidade e controle sanitário da produção animal.
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A fala do ministro veio um dia após a repercussão das novas diretrizes europeias para o setor agropecuário brasileiro.
André de Paula expressou surpresa com a antecipação do tema, que ainda estava sendo discutido tecnicamente entre representantes do Brasil e da Europa. “Fomos surpreendidos. Foi uma antecipação de uma questão que estava sendo debatida tecnicamente”, afirmou o ministro durante o Congresso da Abramilho, em Brasília.
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Exigências e impactos na produção
Um dos principais pontos de preocupação é que as exigências da União Europeia vão além da simples redução do uso de antibióticos. O bloco europeu busca também mecanismos mais rigorosos de comprovação sanitária e segregação da produção, o que pode demandar mudanças estruturais em parte da cadeia produtiva brasileira.
Apesar das preocupações do setor, André de Paula tentou transmitir segurança ao mercado, afirmando que o Brasil continuará a exportar carne para a Europa.
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“O Brasil possui um sistema sólido e robusto de defesa agropecuária. Somos os maiores produtores de proteína animal do mundo, exportamos para 170 países e temos uma presença de 40 anos na Europa. Vamos continuar exportando para a Europa, fizemos ontem e faremos amanhã”, destacou.
Reuniões e alinhamentos com a União Europeia
O ministro também confirmou que houve uma reunião na manhã desta terça-feira entre representantes brasileiros e o embaixador do Brasil junto à União Europeia, com o objetivo de alinhar os primeiros entendimentos sobre as exigências do bloco. Segundo ele, novas reuniões estão previstas para esclarecer os pontos considerados “incipientes” pelo governo brasileiro. “Teremos novas reuniões e mais clareza do que aconteceu”, afirmou.
O vice-presidente Geraldo Alckmin também indicou que as discussões estão sendo feitas de forma a avaliar separadamente os diferentes segmentos do agronegócio brasileiro.
Desafios enfrentados pelo agronegócio
As novas exigências da União Europeia surgem em um momento de intensa pressão sobre o agronegócio brasileiro. Durante o debate da Abramilho, a ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina destacou que o setor enfrenta uma combinação de crises externas e dificuldades internas.
Ela mencionou que a guerra na Ucrânia afetou o mercado global de fertilizantes, enquanto os conflitos no Oriente Médio complicaram a logística e o transporte internacional.
No cenário interno, o alto custo do crédito rural é uma preocupação para os produtores. “Pegar dinheiro a 18% ou 22% é uma insanidade”, afirmou Tereza Cristina, que também defendeu mudanças no modelo do Plano Safra, alegando que o formato atual não atende mais às necessidades da agricultura brasileira.
Ela ainda ressaltou a importância da ampliação do seguro rural devido aos riscos climáticos associados ao El Niño.
Compromisso do governo com o setor
André de Paula reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo setor agropecuário e afirmou que as preocupações com juros, endividamento e crédito rural têm sido recorrentes nas conversas com representantes do agronegócio desde o início de sua gestão. “Queremos juros que possam caber no bolso do produtor rural e uma preocupação permanente com o endividamento do produtor”, disse.
Apesar do cenário desafiador, o ministro reafirmou seu compromisso em defender o setor dentro do governo federal. “Ao fim e ao cabo, eu sou governo. Vou lutar dentro do governo para que o setor possa crescer”, concluiu.