Anderson Torres pede regime especial ao STF com histórico e ameaças
Anderson Torres busca regime especial no STF devido a riscos à saúde. Defesa pede cumprimento da sentença na Superintendência da Polícia Federal em Brasília
A defesa do ex-ministro da Justiça, Anderson Torres, apresentou uma nova solicitação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 24 de novembro de 2025. O pedido central é que, caso a execução da pena seja adiada, Torres cumpra a sentença na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
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A justificativa da equipe jurídica é que a prisão em uma unidade prisional comum representa um risco à saúde física e mental do ex-ministro, considerando seu histórico de atuação em cargos de responsabilidade no Ministério da Justiça e na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal.
Contexto do Julgamento e Condenação
Anderson Torres é um dos principais nomes no julgamento do plano de golpe de Estado, integrando o núcleo 1. Em 11 de setembro de 2025, foi condenado a 24 anos de prisão. A defesa já havia recorrido contra a decisão, mas o pedido foi negado pelo STF, mantendo as penas estabelecidas pela maioria da 1ª Turma.
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Ameaças e Necessidades Especiais
A defesa ressalta que Torres enfrentou ameaças de morte, amplamente divulgadas na mídia, o que levou a um reforço de sua segurança pessoal. Além disso, desde maio de 2023, o ex-ministro passou a receber acompanhamento psiquiátrico, com tratamento medicamentoso contínuo.
Essa situação, segundo a defesa, torna incompatível a execução da pena em uma unidade prisional ordinária.
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Prisão Preventiva de Bolsonaro e Possibilidades Futuras
Paralelamente, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente no sábado, 22 de novembro de 2025, por ordem do ministro Alexandre de Moraes. Ele foi encaminhado para a Superintendência Regional da Polícia Federal em Brasília, em uma medida preventiva.
A prisão não representa o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses, mas sim uma etapa processual. A equipe jurídica de Bolsonaro informou que, após a fase de execução da pena, o ex-presidente poderá ser transferido para uma unidade prisional comum.
Outros Réus e Regimes Prisionais
Outros réus no caso, como o tenente-coronel Mauro Cid (que recebeu a pena mais branda em regime aberto), Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto, também estão sob investigação e cumprirão suas penas em cadeia.
As decisões sobre os regimes prisionais para esses indivíduos serão tomadas em instâncias judiciais.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.












