Anderson Barros critica anulação de gol do Palmeiras e questiona responsabilidade da arbitragem

Coletiva de Anderson Barros após anulação de gol do Palmeiras
Anderson Barros, diretor de futebol do Palmeiras, concedeu uma coletiva neste domingo (10) após o jogo em que o Alviverde teve um gol anulado nos acréscimos devido a um toque de mão, gerando muitas reclamações por parte do clube. Antes da fala do auxiliar João Martins, Barros tomou a palavra e leu trechos da regra que, segundo ele, foram extraídos do livro da IFAB, a entidade responsável pelas leis do futebol.
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De acordo com a IFAB, um gol é considerado válido se a bola tocar acidentalmente na mão ou no braço de um jogador de ataque e, em seguida, um companheiro finalizar e marcar. O gol é legal e confirmado. Para esclarecer a dinâmica, um gol é anulado se o jogador que tocou a bola com a mão a finaliza imediatamente após o toque, mesmo que acidentalmente.
Por outro lado, se o toque acidental ocorrer no início da jogada e a bola sobrar para outro atleta chutar, não é infração.
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O lance polêmico
No lance em questão, durante uma disputa aérea, a bola tocou a mão de um jogador e sobrou para Fuchs, que marcou o gol. O árbitro inicialmente validou o gol, mas foi chamado ao VAR. Após a revisão, decidiu anular a jogada por toque de mão, o que Fuchs contestou com base em sua interpretação da regra.
Barros comentou: “É muito claro, se todos observamos o lance, o defensor do Remo cabeceia na mão do López, ela sobra para o Fuchs e gol. Seriam dois pontos a mais para o Palmeiras. De quem será essa responsabilidade?”
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O diretor do Palmeiras criticou a situação, questionando a responsabilidade da CBF e da diretoria de arbitragem. Ele enfatizou que não se pode permitir que erros desse tipo ocorram. Barros também mencionou que, se houver dúvida na arbitragem, é preferível que o processo de revisão leve o tempo necessário para que a decisão final seja correta. “Como vamos recuperar os dois pontos perdidos em campo? É uma situação muito delicada”, afirmou.
Punições e regras da IFAB
Barros destacou que o clube já enfrentou punições severas do STJD, como a suspensão de seis jogos do técnico Abel Ferreira. “Não vamos admitir esse tipo de comportamento. A arbitragem, especialmente o VAR, cometeu um erro crasso, prejudicando o Palmeiras, que teria conquistado os três pontos nessa partida”, disse.
O livro de regras da IFAB, na Regra 12, página 114, esclarece que tocar a bola com a mão ou o braço deve ser avaliado com clareza. O limite superior do braço se alinha com o ponto inferior da axila. Nem todos os toques na bola com a mão ou braço são infrações.
Contudo, um jogador comete infração se tocar a bola deliberadamente com a mão ou braço, ou se ampliar seu corpo de forma antinatural. Além disso, marcar um gol diretamente com a mão ou braço, mesmo que acidental, é considerado infração.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



