Análise de Sandro Teixeira Moita: Conflito Irã e EUA pode escalar para ação militar iminente
O professor Sandro Teixeira Moita analisa o tenso conflito entre Irã e Estados Unidos, destacando a possibilidade de uma nova ação militar. Entenda os detalhes!
Conflito entre Irã e Estados Unidos: Análise do Professor Sandro Teixeira Moita
O professor de Ciências Militares da Eceme, Sandro Teixeira Moita, avaliou o atual estágio do conflito entre Irã e Estados Unidos em uma entrevista ao WW. Ele destacou que, sem um acordo ao final do cessar-fogo de seis semanas, uma ação militar pode ser iniciada por qualquer um dos lados.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Moita confirmou a plausibilidade da informação divulgada pela CNN Internacional e pelo New York Times, que indica que o Irã preservou cerca de 70% de sua capacidade militar. “É possível”, afirmou o especialista, ressaltando que o país se preparou estrategicamente para o conflito com os Estados Unidos, além de se preparar para o embate com Israel.
O conflito de junho do ano passado, conhecido como “Guerra dos 12 Dias”, teria proporcionado ao Irã diversas lições táticas. Entre essas lições, destaca-se a necessidade de dispersar arsenais e estruturas de comando, além de exigir que cada líder da República Islâmica designasse quatro sucessores.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Moita também mencionou que, mesmo sob ataques de Israel e dos Estados Unidos, o Irã conseguiu se manter ativo. Informações da imprensa israelense indicam que, em alguns casos, os iranianos reabriram o acesso a áreas em apenas 12 horas após um ataque, iniciando a retirada de material para uso.
Percepções de Vitória e Desafios do Conflito
Segundo o professor, o conflito apresenta três problemas centrais. O primeiro é a dificuldade em determinar a real extensão das capacidades militares iranianas. Os outros dois problemas estão interligados: tanto o Irã quanto os Estados Unidos se veem como vencedores do confronto. “Os americanos acreditam que causaram muitos danos ao Irã, enquanto o Irã se considera vitorioso por ter resistido ao ataque israelo-americano”, explicou Moita.
Leia também
Essa divergência de perspectivas tem gerado tensões adicionais.
Moita alertou que o conflito se aproxima de um momento decisivo. Caso não ocorra uma ruptura que leve a um acordo, é “muito provável” que haja uma retomada de ações militares, ainda que episódicas, por parte de Israel e dos Estados Unidos. Ele acrescentou que os israelenses estão pressionando os americanos nesse sentido neste momento do conflito.