Anac avalia positivamente decisão do STF sobre responsabilidade de companhias aéreas. O ministro Toffoli analisa casos de atrasos e cancelamentos de voos. #Anac #STF #Aéreo
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se manifestou positivamente em relação à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a responsabilidade das companhias aéreas em casos de atrasos, alterações ou cancelamentos de voos.
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A medida, anunciada na quarta-feira, 26 de novembro de 2025, entrará em vigor até que o plenário do STF julgue o mérito do recurso apresentado pela Azul.
A Anac busca evitar decisões judiciais conflitantes e garantir maior previsibilidade para o setor. A agência acredita que a uniformização das regras é fundamental para reduzir custos e aumentar a segurança jurídica. A expectativa é que a decisão contribua para um ambiente mais estável e previsível para as companhias aéreas e seus passageiros.
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A Anac defende que o Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) deve ser a base para as relações entre passageiros e empresas aéreas, em consonância com tratados e diretrizes internacionais da aviação civil. A agência ressalta que a falta de uniformidade nas decisões judiciais gera insegurança jurídica e dificulta o planejamento das companhias.
O ministro Toffoli destacou que o setor enfrenta um cenário de alta litigiosidade, com sinais de ações estimuladas por modelos predatórios. Um estudo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) revelou que o Brasil registra 5.000 vezes mais processos judiciais que os Estados Unidos, com uma ação para cada 227 passageiros, em comparação com uma para cada 1,2 milhão no mercado norte-americano.
A concentração de 10% dos cerca de 400 mil processos em apenas 20 escritórios de advocacia também foi apontada como indício de litigância predatória.
O recurso julgado pelo STF foi apresentado pela Azul contra decisão da 5ª Turma Recursal Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que aplicou o Código de Defesa do Consumidor (CDC) para condenar a empresa a indenizar um passageiro por mudança e atraso em voo.
A companhia aérea argumenta que há decisões divergentes no país, ora baseadas no CDC, ora no CBA, e em alguns casos desconsiderando trechos da Revisão Normativa do Setor Aéreo, que revisou regras do setor.
O diretor-presidente da Anac, em declaração, afirmou que o peso das disputas judiciais afeta a competitividade do setor. Ele mencionou um exemplo de uma companhia aérea low-cost argentina, que relatou que o gasto com contendas jurídicas no Brasil era maior do que o lucro da empresa nas rotas que vêm para cá.
A situação é vista como um obstáculo para o desenvolvimento do setor.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.