Em 2023, o investimento médio por projeto com o FSA foi o mais elevado desde 2015, considerando os recursos do Fundo Setorial do Audiovisual.
Os gastos do FSA (Fundo Setorial do Audiovisual) aumentaram no começo do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contudo, ainda não atingiram o nível anterior à pandemia.
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Em 2023, o valor liberado pelo fundo atingiu R$ 450,9 milhões, o que corresponde a um aumento de 50% em comparação com os R$ 299,5 milhões de 2022.
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Os investimentos realizados pelo FSA em 2017, 2018 e 2019 atingiram valores na ordem de R$ 700 milhões a R$ 800 milhões, corrigidos pela inflação, conforme ilustrado no infográfico abaixo.
A Power360 divulgou as informações na plataforma de dados abertos da Ancine em 26 de junho. Os dados referentes até 2024 se estendem até maio, período em que foram liberados R$ 210,6 milhões.
Incluem-se as despesas com projetos contratados pelo FSA, excluindo linhas de crédito e outras modalidades de financiamento. Representa o valor efetivamente liberado para os projetos.
O Ministério da Cultura informou ao Poder360 que o total do orçamento do fundo atingiu R$ 654 milhões em 2023. Incluindo outras modalidades de financiamento, a instituição afirmou que os investimentos totalizaram R$ 2,2 bilhões no mesmo ano.
O Fundo Setorial do Audiovisual é uma fonte pública de financiamento para o setor, administrado pela Ancine e operado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico).
O financiamento provém da Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), proveniente de pagamentos realizados pelas empresas produtoras de obras audiovisuais. É destinado a projetos por meio de editais, convocações públicas e linhas automáticas.
Com o decréscimo no financiamento, o valor médio concedido por projeto aumentou nos primeiros anos do governo Lula 3. Chegou a R$ 1,3 milhão em 2023. Representa a maior marca desde 2015, quando a média foi de R$ 1,5 milhão.
A média por obra foi de R$ 2,5 milhões em 2024 até maio. Seria o maior valor desde 2010, caso mantenha o mesmo ritmo até o final do ano.
Em 2018, o maior número de projetos recebeu financiamento do FSA, totalizando 805 obras.
Em 2023, o número de obras que receberam financiamento diminuiu, atingindo 344, o menor valor registrado desde o início da pandemia em 2020.
A produtora que obteve maior arrecadação através do FSA em 2023 e 2024 até maio foi a Paris Entretenimento, com R$ 18,1 milhões. É uma das maiores da América Latina, responsável pela distribuição de filmes de Hollywood no Brasil, incluindo títulos como “John Wick” e “Crepúsculo”.
A segunda posição é ocupada pela Midgal Filmes (R$ 12,4 milhões), que lançou filmes como “Minha Mãe é Uma Peça 3”, com arrecadação de R$ 169,8 milhões, o maior faturamento do país.
O filme “Geni e o Zepelim” teve o maior volume de recursos liberados em quase 1 ano e meio do governo Lula 3, totalizando R$ 12 milhões. Foram lançados dois editais, um em 2022 e outro em 2023. Contudo, o valor foi efetivamente disponibilizado somente com Lula na Presidência.
A produção é inspirada na música de Chico Buarque, acerca de uma mulher marginalizada em uma cidade que será alvo de um ataque aéreo por um dirigível. O lançamento está previsto para 2026.
Outro filme que aparece no top 10 é “Homem de H”, com investimento de R$ 2,5 milhões. O filme, uma cinebiografia do cantor Ney Matogrosso, foi lançado em maio de 2025 e já arrecadou mais de R$ 13 milhões nas bilheterias.
Os valores apresentados no infográfico não correspondem necessariamente ao orçamento total de cada obra. Os recursos do FSA podem ter sido utilizados em parte. Além disso, isso não implica que os artistas que inspiraram as músicas tenham recebido o dinheiro.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.