AMI em crise: jornalistas e publicitários buscam resgatar associação mineira! 🚨 Sindicato denuncia práticas e pede justiça. Saiba mais!
Um grupo de 27 jornalistas, publicitários e outros profissionais de comunicação, unidos pelo Movimento Resgate AMI, lançou recentemente um abaixo-assinado com o objetivo de restaurar e democratizar a Associação Mineira de Imprensa (AMI). A iniciativa, que ganhou força nas redes sociais através do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG), critica a associação por ter perdido sua função de representação e colegialidade com os profissionais e empresas de comunicação.
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Na quinta-feira, 19, os membros do movimento protocolaram um pedido na Justiça com o intuito de retomar o controle da instituição, considerada uma das mais importantes em termos de comunicação, artes e cultura do estado de Minas Gerais. A denúncia foi divulgada pelo jornalista Washington Mello, ex-presidente da Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) e do SJPMG, através do Brasil de Fato MG.
O manifesto será oficialmente apresentado no dia 30, às 11 horas, no pátio da Academia Mineira de Letras.
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O manifesto, com mais de mil assinaturas, revela que a AMI, outrora influente na cultura mineira e a mais antiga da classe jornalística do país, encontra-se atualmente paralisada. A denúncia aponta para práticas como a proibição de participação em reuniões, com a entrada vetada mesmo para ex-associados, e a expulsão de membros acusados de inadimplência.
A sede da entidade, localizada na Rua da Bahia, número 1450, permanece trancada, com acesso bloqueado por corrente e cadeado.
O movimento defende a garantia da adesão de novos membros e a implementação de práticas democráticas de gestão, visando reafirmar o papel da AMI como voz independente e forte na defesa dos princípios do jornalismo. A situação se prolonga desde junho de 2024, quando o grupo começou a mobilizar-se na Justiça para garantir o direito de filiação e propor mudanças para uma gestão transparente e representativa.
A AMI, por sua vez, afirma que os pedidos de novas filiações são recusados devido à não conformidade com as normas de ingresso estabelecidas no estatuto da entidade. A associação também alega que a entidade foi fundada por empresas para congregá-las e, após se transferir para Belo Horizonte, abriu o ingresso no quadro social para pessoas físicas.
Fundada em 1921 em Juiz de Fora (MG), a AMI é a mais antiga entidade da categoria no Brasil. Em 1951, sua sede se mudou para Belo Horizonte, consolidando-se como uma organização importante no estado de Minas Gerais. A AMI teve um papel importante na representação de profissionais e empresas do setor de comunicação, complementando as atividades do Sindicato dos Jornalistas.
O estatuto da AMI define a entidade como uma organização civil de finalidades não lucrativas, reunindo jornalistas mineiros de relevo profissional e ilibada reputação, com objetivos como preservar a dignidade profissional dos jornalistas, protestar contra abusos de poder e promover o intercâmbio cultural.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.