A Ambiental, parte da JBS e especializada em gerenciamento de resíduos sólidos, alcançou um novo marco na reciclagem de plásticos e embalagens voltadas para o agronegócio. Esse progresso é resultado de melhorias operacionais, expansão da infraestrutura e uma mudança na demanda por embalagens nesse setor.
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Em 2025, a empresa reciclou 7,6 mil toneladas de plástico, representando um aumento de 51% em comparação ao recorde anterior. Esse resultado reforça um modelo de economia circular, onde resíduos industriais são reintegrados ao mercado como matéria-prima de alto valor agregado.
Nos onze anos de operação, a Ambiental evitou que aproximadamente 55 mil toneladas de plástico fossem enviadas a aterros sanitários. Thuany Taves, diretora da Ambiental, destaca que o crescimento vai além dos indicadores ambientais. Segundo ela, a empresa transformou um custo de descarte em eficiência operacional e geração de valor, alcançando uma produção recorde de resina reciclada de alta qualidade.
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A produção de resina reciclada atingiu 4,4 mil toneladas em 2025, com um crescimento de 8% em relação ao ano anterior. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelo reaproveitamento de big bags utilizados no transporte de insumos agrícolas e por resíduos plásticos gerados nas operações de várias unidades da companhia, como Friboi, Seara, Swift e a divisão de couros.
O setor agro continua em ascensão, acompanhando o aumento da produção e das exportações.
Itens como big bags, filmes plásticos, gaiolas de transporte e embalagens técnicas tornaram-se essenciais para garantir eficiência logística, conservação e rastreabilidade ao longo da cadeia produtiva. Nesse cenário, a Ambiental ampliou sua atuação em toda a cadeia de reciclagem, desenvolvendo soluções para resíduos, incluindo aqueles de difícil reaproveitamento, até a transformação em matéria-prima e novos produtos.
A estrutura operacional da Ambiental foi crucial para esse avanço. A empresa possui 22 filiais em locais estratégicos nos estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. Essas unidades realizam a triagem e preparação dos materiais, que são enviados para a matriz em Lins, interior de São Paulo, onde são transformados em resina reciclada.
Em 2025, a companhia inaugurou uma nova unidade em um centro de distribuição na região da Anhanguera, em São Paulo, fortalecendo a integração com as operações do grupo e ampliando o alcance das soluções.
Além do plástico, a Ambiental também gerencia vidro, metais e itens mais complexos, como lâmpadas, pilhas e baterias. No total, foram tratadas 34 mil toneladas de resíduos sólidos no ano, um crescimento de 13% em relação a 2024, todas com destinação certificada.
A regulamentação federal avançou com a criação de metas para embalagens plásticas, estabelecidas pelo Decreto nº 12.688, de outubro de 2025. Essa medida representa um passo significativo na Política Nacional de Resíduos Sólidos, introduzindo, pela primeira vez no Brasil, metas obrigatórias e progressivas para reciclagem e reaproveitamento de plásticos pós-consumo, abrangendo diferentes tipos de embalagens ao longo da cadeia produtiva.
A partir de 2026, será exigida a incorporação mínima de material reciclado na fabricação de embalagens plásticas, com metas que aumentarão gradualmente nos anos seguintes. Isso deve acelerar a demanda por resina reciclada e estimular a adoção de modelos mais circulares na indústria.
A Ambiental já se prepara para atender a essas exigências, oferecendo soluções que podem conter até 100% de conteúdo reciclado, dependendo da aplicação e das especificações técnicas.
Com 74% da produção destinada ao mercado como insumo industrial e o restante transformado em produtos próprios, a Ambiental expande sua presença em diversos setores. A resina reciclada é utilizada em áreas que vão da construção civil à indústria de alimentos e bebidas, incluindo soluções como chapas, móveis, paletes e o chamado piso verde.
A combinação do aumento da demanda por embalagens no agro, o avanço da regulação ambiental e a maior competitividade do material reciclado sinaliza uma mudança estrutural no setor. “Nesse cenário, o plástico reciclado deixa de ser apenas uma alternativa e passa a ocupar um papel central na estratégia industrial e na sustentabilidade das cadeias produtivas”, conclui Taves.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.
