Alysa Liu reflete sobre a vida em uma caminhada no Himalaia, debatendo se preferiria renascer como galinha ou vaca. Descubra essa jornada de autoconhecimento!
Durante uma caminhada pelo Himalaia em 2023, Alysa Liu e sua amiga Shay Newton se envolveram em um debate existencial. Diante da escolha, prefeririam renascer como galinha ou vaca? Liu admite que a conversa era absurda, mas após sete horas de trilha, o tema se tornou essencial.
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Naquele momento da viagem ao Nepal, as duas estavam reflexivas, compartilhando pensamentos diversos. Liu defendia que ser vaca era a única resposta válida. Ela argumentava que as vacas vivem tranquilamente, enquanto as galinhas ficam presas atrás de grades. “Minhas chances de renascer como vaca são bem maiores”, afirmou.
Alysa já foi uma galinha, vivendo sob pressão durante sua infância. Aos 10 anos, competiu no Central Pacific Regionals e, aos 13, se tornou a campeã nacional mais jovem da história dos Estados Unidos. Representou o país nos Jogos Olímpicos de Pequim aos 16 anos, terminando em sétimo lugar, mas conquistou o bronze no Mundial meses depois.
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Após deixar o gelo, Liu anunciou sua aposentadoria, buscando viver experiências que sentia ter perdido. Ela valorizou momentos simples, como idas ao café e aulas de arte, enquanto se descobria além do esporte. “Senti que a única forma de tentar outras coisas era sair do esporte”, disse, e essa decisão se mostrou acertada.
Atualmente, Liu faz parte da equipe feminina dos Estados Unidos com grandes esperanças olímpicas. Ao entrar na Milano Ice Skating Arena, ela não estará mais presa em uma gaiola, mas sim patinando livremente. Sua trajetória é marcada por mudanças e liberdade de expressão.
Começou a patinar aos cinco anos, incentivada por seu pai, Arthur. Com talento natural, venceu competições nacionais, mas enfrentou desafios ao longo do caminho. A pandemia a fez perceber que não sentia falta da rotina rígida, e ao retornar, enfrentou dificuldades após um crescimento rápido.
Após um hiato, Liu voltou ao esporte em seus próprios termos, escolhendo músicas e coreografias. Sem a pressão das expectativas, ela passou a valorizar a expressão artística. No Mundial de 2025, conquistou o primeiro ouro dos EUA em quase duas décadas.
Em Milão, ao lado de Amber Glenn e Isabeau Levito, Liu busca encerrar um jejum olímpico que dura desde 2002. Embora mire o ouro, ela também aguarda ansiosamente a gala de exibição, um momento livre de julgamentos, onde poderá se apresentar sem as amarras do passado.
Autor(a):
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.