Alto do Moura em Caruaru atrai turistas com gastronomia típica e arte em barro durante São João
Alto do Moura se destaca como um polo cultural, oferecendo uma imersão na gastronomia e nas tradições artísticas do Nordeste durante as festividades juninas.
Quem visita Caruaru, no Agreste de Pernambuco, durante as festividades de São João, não pode deixar de conhecer o bairro Alto do Moura. Localizado a aproximadamente 8 km do centro da cidade, esse bairro é famoso por abrigar uma variedade de restaurantes que oferecem pratos típicos da região.
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Durante o período junino, os estabelecimentos ficam lotados com turistas e moradores que buscam vivenciar a cultura nordestina, repleta de forró e iguarias como carne de bode, tanajura frita com farofa e carne de sol na nata.
O Alto do Moura é reconhecido pela Unesco como o maior Centro de Artes Figurativas das Américas e é considerado o berço do artesanato em barro. Os visitantes também têm a oportunidade de conhecer a Casa do Mestre Vitalino, um dos mais renomados artistas da arte em barro no Brasil.
A experiência gastronômica no Alto do Moura
A CNN Brasil esteve em Caruaru e explorou o Alto do Moura, onde uma barraca vendia porções de tanajura frita por R 10. O vendedor, que atraía clientes com um megafone, comentou sobre a popularidade desse prato entre os turistas. “Eu sou da cidade Cumaru, no Agreste pernambucano, e venho todos os anos para cá nesse período de junho.
Aqui reunimos o que há de melhor da nossa cultura nordestina”, afirmou.
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Ele ainda destacou que a tanajura é uma iguaria bastante valorizada na região, custando em média R 500 o quilo. “Você não pode deixar de experimentar quando vier ao Alto do Moura. É realmente especial!”, completou o vendedor.
Visita à Casa Museu Mestre Vitalino
Outro ponto imperdível é a famosa Casa Museu Mestre Vitalino. Muitos turistas aproveitam para tirar fotos e conhecer o local onde viveu um dos maiores artistas do barro brasileiro. A família ainda preserva diversos itens pessoais dele, como sua mala de viagem e um baú onde guardava suas roupas e pífanos.
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Alexandre Mendonça, visitante oriundo do Recife, expressou seu encantamento pelas raridades expostas na casa: “É maravilhoso ver a real cultura do nosso estado sendo apresentada ao mundo. Quem vem aqui fica maravilhado”, disse ele.
A entrada na antiga residência do Mestre Vitalino custa apenas R 2. Uma das netas do artista recebeu os visitantes com orgulho e falou sobre a importância de preservar essa parte da história familiar. “Tenho muito orgulho da arte que meu avô deixou.
Esta foi a última casa onde ele morou; ela mesma já é uma obra de arte”, contou.
Ela destacou que no local estão disponíveis tanto fotos do mestre quanto peças feitas pelos netos e bisnetos dele. “Mestre Vitalino foi pioneiro na criação dessa arte em barro e também tocava pífano. Embora pareça pequena, a casa tem dois quartos, sala e cozinha, sendo construída pelo próprio artista”, finalizou.