Alta do trigo na Bolsa de Chicago: USDA revisa produção e preços disparam!
A revisão do USDA sobre a safra de trigo 2026/27 provoca alta expressiva na Bolsa de Chicago, enquanto a soja também avança. Descubra os detalhes!
Alta do trigo na Bolsa de Chicago impulsionada por revisão do USDA
A revisão na estimativa de produção da safra 2026/27 pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) foi o principal fator que sustentou a forte alta do trigo na sessão desta terça-feira (12) na Bolsa de Chicago. O órgão ajustou o volume projetado de 54,02 milhões para 42,48 milhões de toneladas, reforçando a perspectiva de menor oferta global.
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Com essa mudança, o contrato para entrega em julho teve um aumento de 7,10% e fechou o dia cotado a US$ 6,7900 por bushel. Esse movimento altista foi intensificado pelo relatório de acompanhamento de safra, divulgado na segunda-feira (11), que indicou uma piora nas lavouras de trigo de inverno.
A área em condições ruins e péssimas subiu para 40%, em comparação a 37% na semana anterior e 18% no mesmo período do ano passado.
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As condições adversas continuam a pressionar o desenvolvimento do trigo de inverno e a atrasar o plantio da safra de primavera.
Soja registra alta na Bolsa de Chicago
Na Bolsa de Chicago, os preços futuros da soja também apresentaram avanços, com o contrato para entrega em julho subindo 1,13%, encerrando cotado a US$ 12,2675 por bushel. A Agrinvest destacou que esse movimento foi sustentado principalmente pelo relatório de oferta e demanda do USDA, que trouxe revisões consideradas altistas para o balanço norte-americano.
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Embora a produção tenha sofrido um ajuste leve, passando de 121,10 milhões para 120,7 milhões de toneladas, o destaque foi a significativa redução dos estoques finais, que caíram de 12,93 milhões para 8,44 milhões de toneladas. Esse aumento no consumo está atrelado, principalmente, ao crescimento do esmagamento de soja nos Estados Unidos, com o USDA elevando a projeção de crush de 72,26 milhões para 74,8 milhões de toneladas.
No mercado de derivados, a consultoria Agrinvest observou que o viés também foi positivo, com o óleo de soja registrando ganhos superiores a 1%. As margens de esmagamento continuam elevadas no país, superando US$ 100 por tonelada em algumas regiões.
Valorização do milho na Bolsa de Chicago
O milho para entrega em julho finalizou a sessão com uma valorização de 1,00% na Bolsa de Chicago, cotado a US$ 4,8000 por bushel. A Agrinvest reportou que os futuros do milho apresentaram ganhos mais moderados em relação às demais commodities, com boa parte do suporte vindo do trigo.
Para a produção da temporada 2026/27, praticamente não houve alterações, com o USDA mantendo os números indicados no Fórum. No entanto, os estoques finais da safra 2025/26 tiveram um aumento significativo, passando de 34,55 milhões de toneladas no relatório de abril para 54,41 milhões de toneladas neste mês.
Esse número é considerado baixista, pois indica um maior estoque de passagem para a próxima temporada 2026/27.