A recente elevação dos preços do petróleo em decorrência do conflito no Oriente Médio pode resultar em um acréscimo de aproximadamente R$ 100 bilhões nas receitas do governo, conforme aponta uma nota técnica da Febrafite (Associação Nacional de Fiscais de Tributos Estaduais).
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O estudo se baseia em eventos anteriores de aumento nos preços, como em 2022, quando as receitas dobraram após a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Com o preço do petróleo em torno de US$ 69 antes do início do conflito, a previsão era que os entes federativos arrecadassem, no total, R$ 160 bilhões em 2026. A análise da Febrafite leva em conta diversos fatores. Além do aumento de quase 40% nos preços, o estudo indica que o impacto na arrecadação pode alcançar 64%, devido à relação com os lucros das petroleiras e refinarias de combustíveis.
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Assim, a receita da União proveniente do petróleo pode atingir R$ 263 bilhões, caso o preço do Brent permaneça elevado até o final do ano. Dos R$ 103 bilhões adicionais, cerca de R$ 66 bilhões seriam destinados ao governo federal, enquanto R$ 37 bilhões seriam distribuídos entre estados e municípios.
Os estados diretamente afetados pela produção petrolífera, conhecidos como “confrontantes”, receberiam quase 69% desse total, o que equivale a R$ 25,5 bilhões. Deste montante, mais da metade, ou seja, 52,78% (R$ 13,46 bilhões), seria direcionada apenas ao estado do Rio de Janeiro.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.
