Alstom lança novos trens com tecnologias inovadoras na Linha Uni

Alstom apresenta novos trens com tecnologias de ponta para Linha Uni, priorizando acessibilidade e segurança operacional.

01/07/2026 12:02

3 min

Um dos 22 trens da Linha 6-Laranja (Willian Moreira)
Um dos 22 trens da Linha 6-Laranja (Willian Moreira)

A experiência de viajar nos trens da Linha Uni será uma mistura entre o familiar e os detalhes técnicos inéditos para passageiros do metrô paulistano, que verão as portas operarem parcialmente nesta quinta – feira, dia 2.

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Nesta primeira fase operacional prevista é a abertura apenas com seis das quinze estações planejadas inicialmente no trajeto ferroviário.

Design funcional: curvas em túneis e corredores centrais

Os vagões são produzidos pela Alstom. Embora apresentem semelhanças visuais com modelos concorrentes — como aqueles usados na Hyundai Rotem circulação na Linha 4 – Amarela —, há diferenças notáveis nos acabamentos técnicos da composição.

A carroceria possui um formato levemente trapezoidal; essa geometria não segue uma escolha estética, mas sim o requisito de segurança para circular pelos túneis específicos da própria Linha Uni que apresentam curvos mínimos de raio de 300 metros durante seu movimento.

Detalhes internos: acessibilidade e economia energética

Ao entrar no salão do trem, outro detalhe prático chama a atenção. Os bancos foram instalados ao longo das laterais dos vagões, criando assim um amplo corredor central livre entre os assentos disponíveis na área útil.

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Essa solução é comum em sistemas projetados para alta capacidade porque prioriza muito bem a circulação rápida de passageiros; contudo, ela resulta numa redução natural tanto nos lugares sentados quanto nas opções totais de embarque quando comparada à Linha 4 – Amarela (onde há mais vagas.

Operação e tecnologia avançadas

Em termos tecnológicos operacionais, o sistema segue rigorosamente padrões automatizados. Os trens estão preparados para operar no GoA 4 — considerado o nível máximo da automação ferroviária —, dispensando um operador humano durante as condições normais do serviço.

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No entanto, é importante notar que essa autonomia total só será ativada após a operação comercial ter pleno início; na fase transitória inicial os vagões serão conduzidos manualmente pelos responsáveis. Além disso, em uma melhoria de acessibilidade inédita nos trilhos paulistanos metroviários, foram instalados intercomunicadores de emergência também numa posição compatível com usuários utilizando cadeira de rodas, permitindo contato direto sem depender dos colegas passageiros.

Sustentabilidade e velocidade

Os trens alcançam até 90 kmh como sua máxima capacidade operacional no trajeto da Linha Uni.

Para economizar energia durante as desacelerações na maior parte do percurso, o sistema utiliza a frenagem regenerativa; nesse mecanismo os motores não consomem eletricidade ao frear, mas sim geram – na novamente para devolvê – la à rede principal que alimenta toda a composição.

Segundo informações fornecidas pela Alstom, esse processo de recuperação energética é responsável por cerca dos 95% das manobras de freada realizadas pelos vagões.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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