ALMG Investiga Exoneração de Rossieli Soares: Revelações e Controvérsias no Leilão de Escolas
ALMG investiga exoneração de Rossieli Soares! Assembleia apura irregularidades no leilão de escolas e ausência de Gustavo Braga. Críticas e pressão por
ALMG Investiga Exoneração de Secretário de Educação em Minas Gerais
A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) conduziu uma audiência pública crucial na quarta-feira, 6, para investigar as circunstâncias que levaram à exoneração do ex-secretário de Educação de Minas Gerais, Rossieli Soares. A reunião, organizada pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, visava esclarecer os detalhes por trás das “informações preliminares” que motivaram a decisão do governo estadual, anunciada em 27 de abril.
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O foco principal da audiência foi o impacto do leilão de 95 escolas da rede estadual. O secretário de estado da Educação, Gustavo Braga, não compareceu à sessão, o que gerou críticas e intensificou a pressão por transparência. Representantes do Governo do Estado, incluindo o subsecretário de Administração, Silas Fagundes de Carvalho, e o subsecretário de Concessões e Parcerias, Vitor Augusto Martins da Costa, apresentaram informações que, segundo a presidente da Comissão, Beatriz Cerqueira (PT), foram “erradas e incompletas”, dificultando o trabalho de fiscalização.
Durante a reunião, foi aprovado um requerimento para convocar o secretário de Estado de Educação, Gustavo Braga, para prestar esclarecimentos sobre o leilão e seus impactos. Além disso, a Comissão solicitou a presença da controladora-geral do Estado, Marcela Ferreira Dias, para analisar o procedimento investigativo em relação a Rossieli Soares.
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As declarações do governador Mateus Simões (PSD) indicaram que o procedimento investigativo foi um dos fatores que motivaram a exoneração do ex-secretário.
Controvérsias e Denúncias Circulam em torno da Exoneração
A audiência pública ocorreu em meio a uma crescente cobrança por transparência, já que o governo estadual não detalhou as denúncias que levaram à saída de Rossieli Soares. A gestão oficial afirma que a exoneração ocorreu em comum acordo e por razões pessoais e de saúde.
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No entanto, a situação gerou questionamentos e investigações.
Beatriz Cerqueira (PT), presidente da Comissão, destacou que, durante visitas técnicas a escolas leiloadas, foram constatados investimentos significativos em infraestrutura e equipamentos, mesmo após o fim de parcerias. Levantamentos da parlamentar revelaram que as escolas do lote do Norte de Minas receberam R$ 52,7 milhões de recursos públicos entre 2019 e 2025, enquanto as unidades da RMBH alcançaram R$ 134 milhões em repasses.
Essa situação gerou críticas sobre a aplicação de recursos públicos.
A deputada Lohanna (PV) criticou a medida, classificando-a como “entreguista”, comparando-a com outras iniciativas em áreas como saúde, infraestrutura e energia. O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) também presente no encontro, comparou os investimentos previstos no leilão com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que prevê a construção de 685 escolas em todo o país.
A coordenadora-geral do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE-MG), Denise Romano, expressou preocupação com os auxiliares de serviço de educação básica (ASBs), contratados para atuar em portarias e cozinhas, que são os profissionais mais vulneráveis à demissão.
Investigação e Representação à Polícia Federal
Paralelamente à audiência, a deputada Beatriz Cerqueira anunciou que o caso foi encaminhado à Polícia Federal. Em conjunto com o deputado federal Rogério Correia (PT), foi apresentada uma representação solicitando a abertura de um inquérito para apurar as suspeitas de irregularidades envolvendo o uso de recursos públicos da educação.
A investigação busca identificar possíveis crimes e determinar o alcance do esquema.
A representação se baseia em denúncias de irregularidades nos contratos firmados com a empresa Fazer Educação Ltda., que recebeu R$ 348,4 milhões sem licitação, e em outros contratos com a mesma empresa, que somam R$ 848,8 milhões. A investigação também se concentra na política de concessão de escolas à iniciativa privada e em episódios de desgaste público, como a confusão durante um evento com 30 mil alunos no Mineirão.
O governo de Mateus Simões (PSD) sustenta que a saída de Rossieli ocorreu de forma alinhada e por motivos pessoais, mas a pressão por esclarecimentos continua.