Alimentos “Zero Açúcar”: Os Riscos Ocultos que Você Precisa Conhecer!
Alimentos “zero açúcar” podem esconder riscos à saúde. Descubra os alertas de Raphaela Zanella sobre esses produtos e como escolher opções realmente saudáveis!
Alimentos “Zero Açúcar” e Seus Riscos
Os produtos rotulados como “zero açúcar” têm se tornado cada vez mais comuns nas prateleiras dos supermercados. A promessa de serem opções saudáveis tem impulsionado o consumo de itens como barrinhas, iogurtes, chocolates e até sorvetes que garantem a ausência de açúcar.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Contudo, é fundamental prestar atenção a outros ingredientes presentes nesses alimentos.
A nutróloga e professora da pós-graduação em Nutrologia Esportiva da Afya Educação Médica São Paulo, Raphaela Zanella, alerta que a ausência de açúcar não implica necessariamente em emagrecimento ou equilíbrio nutricional. Para entender melhor a composição desses produtos, é essencial observar a quantidade de gordura e sódio, por exemplo.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os Perigos da Indústria Alimentícia
Raphaela explica que a combinação de “sem açúcar” com saudável pode ser enganosa. Alimentos sem açúcar podem conter quantidades excessivas de gorduras para compensar a falta de adoçantes, resultando em um aumento calórico em comparação aos produtos com açúcar da mesma marca.
Isso ocorre porque a indústria alimentícia busca manter o sabor, a textura e a palatabilidade dos itens.
Leia também
Ela enfatiza a importância de uma análise mais profunda dos alimentos. “É crucial verificar se o produto contém nutrientes como vitaminas, minerais e fibras, além de avaliar sua densidade calórica e o nível de processamento”, recomenda a especialista.
Dicas para Escolher Alimentos Saudáveis
Para evitar escolhas prejudiciais, a nutróloga sugere optar por alimentos com menos ingredientes. “Quanto menor a lista de ingredientes e menos processos envolvidos, mais saudável é o alimento. Por outro lado, uma lista extensa, especialmente com nomes artificiais, indica um produto menos saudável e com mais riscos à saúde”, informa.
Raphaela também oferece algumas orientações para a seleção de alimentos: se a maioria dos ingredientes não é reconhecível, isso é um sinal de alerta; listas longas geralmente indicam produtos ultraprocessados; não associe termos como “fit”, “zero” ou “light” à saúde sem uma análise completa; e priorize produtos minimamente processados ou in natura.
Ela destaca um risco atual: “Estamos enfrentando uma epidemia de obesidade, que afeta até mesmo crianças em todo o mundo”. Além disso, Raphaela aponta um paradoxo preocupante: “Temos pessoas com maior peso corporal, mas que estão desnutridas do ponto de vista nutricional”.