Alimentos disparam e levam inflação a maior alta em 18 anos; entenda os motivos por trás disso
A alta nos preços dos alimentos em maio impactou diretamente a inflação, atingindo o maior nível em 18 anos. Quais fatores estão por trás dessa disparada?
Inflação e Aumento dos Preços dos Alimentos
Os alimentos voltaram a ser os principais responsáveis pela inflação. Em maio, a alimentação em domicílio registrou um aumento de 1,65%, a maior alta para o mês em 18 anos. Esse crescimento reflete a elevação no grupo de “Alimentos e Bebidas”, que é monitorado pelo IPCA, impactando diretamente as refeições feitas em casa.
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O aumento foi impulsionado principalmente pela alta significativa da batata-inglesa, que teve um aumento de 44,69%. Além disso, o tomate subiu 20,62%, a cebola 16,80% e as carnes 1,39%. Com os alimentos liderando as altas, esse grupo foi o principal responsável pela inflação de maio, contribuindo para que o IPCA acumulado em 12 meses ultrapassasse o teto da meta estabelecida pelo Banco Central.
Fatores Sazonais e Impactos Externos
Dentre os nove grupos analisados pelo IBGE, o de alimentação alcançou o maior nível em 15 anos para o mês de maio. O componente sazonal também exerce influência, uma vez que o quinto mês do ano é caracterizado como período de entressafra no Brasil, afetando os preços de diversos alimentos.
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Este ano, especialmente, a guerra no Oriente Médio impactou o custo dos insumos e a distribuição dos produtos no país, alterando os preços nas prateleiras dos supermercados, conforme destacou Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa do IBGE.
Segundo Gonçalves, já é possível notar os reflexos do cenário internacional sobre os preços dos alimentos. “O que se mostra claro é o efeito dos fretes nos preços de alimentos”, afirmou. Essa situação intensifica a pressão sobre o orçamento das famílias e ajuda a explicar a aceleração da inflação oficial do país.
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Para o agronegócio, os resultados refletem uma combinação de fatores climáticos, sazonalidade da oferta de hortaliças e custos de produção, além da recuperação dos preços da carne bovina, que também continua a influenciar o índice.