Aliados de Nunes veem aproximação de Flávio com Marçal como risco eleitoral em SP

Aliados de Nunes temem que aliança de Flávio com Marçal prejudique votação na reta final da campanha em São Paulo.

02/10/2026 18:42

3 min

Flávio Bolsonaro (PL), candidato a Presidência da República, participa de encontro com faixas pretas de jiu jítsu, nesta terça feira (29), na academia Alliance, no bairro da Vila Olímpia, em São Paulo, SP
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A aproximação cada vez maior de Flávio Bolsonaro (PL) com Pablo Marçal tem gerado desconforto entre aliados ligados ao prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). A informação foi apurada pela CNN. Para esse grupo, a presença frequente do ex – coach ao lado do filho do ex – presidente pode ter o efeito contrário ao esperado pela campanha, que tenta ampliar a vantagem eleitoral no estado de São Paulo.

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O mal – estar tem raízes no histórico recente entre Marçal e Nunes. Os dois foram adversários diretos na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024 e protagonizaram alguns dos momentos mais tensos daquela campanha. Marçal terminou o primeiro turno na terceira colocação, com 28,14% dos votos válidos, enquanto Nunes avançou ao segundo turno e acabou reeleito.

Aliados tentam conter danos na reta final

A aproximação de Flávio com Marçal se intensificou nos últimos dias da campanha presidencial de 2026. Marçal declarou apoio ao candidato do PL e participou, na noite desta quinta – feira (1º), da transmissão feita por Flávio logo após a desistência do debate da TV Globo.

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A live ocorreu sem a presença de figuras importantes da base paulista.

Ricardo Nunes, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o candidato ao Senado André do Prado (PL) não participaram da transmissão. Entre os principais aliados paulistas de Flávio, o único presente foi Guilherme Derrite (PP), também candidato ao Senado e um dos nomes mais próximos do presidenciável em São Paulo.

A ausência dos demais foi interpretada como um sinal de descontentamento com a aliança com Marçal.

Nos bastidores, aliados de Nunes avaliam que a associação com Marçal pode afastar parte do grupo político que se uniu em torno de Flávio no estado. A preocupação é que a estratégia de ampliar a votação em São Paulo nesta reta final seja prejudicada.

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Apesar do incômodo, até o momento a insatisfação não se traduziu em um rompimento público com a campanha.

Estratégia de isolamento de Marçal nos atos

Para evitar que o desconforto vire uma crise aberta, Tarcísio e Nunes devem manter as agendas e manifestações de apoio a Flávio. Porém, há uma condição clara: que Marçal não esteja presente nos atos. A ideia é garantir o apoio da base sem que a imagem do candidato fique colada à do ex – coach.

O movimento tenta equilibrar a aliança com Marçal, que trouxe votos e visibilidade, sem afastar os aliados históricos de Nunes, que ainda carregam as marcas da disputa de 2024. A avaliação interna é que a presença de Marçal ao lado de Flávio pode ser um trunfo em algumas regiões, mas um passivo em outras, especialmente entre eleitores mais moderados.

A campanha de Flávio Bolsonaro vive, portanto, um dilema: como aproveitar o apoio de Marçal sem desgastar a relação com Nunes e Tarcísio. Até agora, a solução encontrada foi a de manter as agendas separadas, mas a tensão nos bastidores mostra que o equilíbrio é frágil.

Resta saber se a estratégia será suficiente para garantir a vantagem eleitoral em São Paulo até o fim da disputa.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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