Alexia Danielsson, de 17 anos, busca espaço na Fórmula 4 e sonha em competir na F1 após 50 anos sem
Alexia Danielsson, de 17 anos, busca romper barreiras no automobilismo e sonha em ser a primeira mulher a competir na Fórmula 1 após meio século.
A sueca Alexia Danielsson, de 17 anos, está em sua jornada na Fórmula 4 da Europa Central, enfrentando adversárias como Ella Häkkinen, de 15 anos, filha do bicampeão mundial de F 1 Mika Häkkinen. O início da trajetória de Danielsson no automobilismo foi aos 14 anos, quando pilotou um carro de Fórmula 1 pela primeira vez, um Williams de 2007 modificado que pertence a um amigo da família.
Ela sonha em um dia estar no grid de largada de um Grande Prêmio. “Não acho que nada seja impossível. Você só precisa realmente correr atrás. Quanto tempo vai levar? Não faço ideia”, declarou à Reuters.
Atualmente, Alexia ocupa a 26ª posição entre 49 pilotos na classificação da categoria. A jovem é uma das muitas que lutam por um espaço em um esporte historicamente dominado por homens. Nos últimos 50 anos, apenas homens conseguiram chegar ao topo nesse caminho.
A expectativa para que uma mulher retorne a uma corrida da Fórmula 1 parece distante; em 2024, especialistas afirmaram que não vislumbravam isso acontecendo nos próximos cinco anos.
Iniciativas para promover igualdade
Danielsson é parte do programa More Than Equal, criado em 2022 pelo ex – piloto de F 1 David Coulthard e pelo bilionário tcheco Karel Komárek. A iniciativa visa identificar e apoiar a primeira campeã mundial feminina na Fórmula 1. “Não somos uma equipe de corrida, não temos carros brilhantes com adesivos brilhantes, não somos uma categoria.
O que fazemos é formar pilotos”, explicou Tom Stanton, CEO do programa.
As selecionadas demonstram comprometimento e estão cientes dos desafios que enfrentarão em meio ao crescimento do interesse pelo automobilismo. Ao contrário de fãs deslumbradas atraídas pela série “Drive to Survive” da Netflix, Danielsson começou no kart aos seis anos e fez a transição para os carros aos 13.
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Outras pilotos também deixaram suas casas ou se mudaram para outros continentes para avançar na carreira.
Stanton mencionou que o More Than Equal reconhecia desde o início as dificuldades do caminho escolhido pelas jovens pilotos e que dois anos depois, esse desafio parecia ainda maior. Contudo, ele destacou que o “acampamento – base” já estava estabelecido.
F 1 Academy e visibilidade feminina
A F 1 Academy, categoria feminina apoiada pela Fórmula 1 e que substituiu a antiga W Series, tem ampliado a visibilidade das mulheres no esporte ao realizar corridas durante fins de semana de Grandes Prêmios. Em 2024, Abbi Pulling conquistou o título da F 1 Academy e também venceu em corridas da F 4 britânica e do campeonato GB 3.
Doriane Pin, campeã anterior da categoria, testou um carro de F 1 da Mercedes após seu sucesso.
Identificação de novos talentos
O More Than Equal lançou a Future Lap, uma plataforma destinada a analisar dados de campeonatos de kart e categorias iniciais para identificar talentos emergentes masculinos e femininos que poderiam passar despercebidos. Além disso, o programa começou uma parceria com a Universidade de Portsmouth para aprofundar o conhecimento sobre ergonomia feminina na Fórmula 4.
A primeira turma do programa foi escolhida entre mil candidatas; a segunda teve oito integrantes selecionadas entre mil e quinhentas inscritas. “A ambição continua sendo ver a primeira mulher vencer o Campeonato de F1”, disse Stanton. Contudo, ele enfatizou a importância dos passos pioneiros ao longo desse caminho.